Dicas ocultas em “A Doutrina secreta”- W.Q.Judge
Das Páginas 1 a 67, Vol. I
UMA PROFECIA. No século XX -1900 – os estudiosos de nossa era começarão a reconhecer que a “Doutrina Secreta” não foi inventada nem exagerada, mas simplesmente esboçada –Vol. I, Introdução pág. xxxvii. Em outros lugares, a autora insinua surpresas reservadas na forma de manuscritos etc. Parece que, em 1900, algumas “descobertas” serão feitas por estudiosos que respaldarão nossa autora. “Uma vez que se permitiu que a porta ficasse um pouco entreaberta, ela se abrirá mais amplamente a cada novo século. Os tempos estão maduros para um conhecimento mais profundo do que o permitido até agora”. Vol. I, pág. xxxviii, nota de rodapé. “Não temos muito tempo que esperar, e muitos de nós testemunharemos o alvorecer do Novo Ciclo, no final do qual não poucas contas serão ajustadas e resolvidas entre as raças”. Vol. I, Introdução. Pág. xliv.
UM MANUSCRITO ARCAICO. Algumas das doutrinas divulgadas são encontradas por ela em uma coleção de folhas de palmeira tornadas impermeáveis aos elementos por algum processo desconhecido. Prólogo Vol. I, pág.1. É bem conhecido que alguns dos manuscritos orientais mais antigos estão em folhas de palmeira que são cortadas em forma retangular e estreita e amarradas com um cordão. Como isto é visto por ela? Seja na luz astral ou objetivamente, sendo trazido à sua mesa. Por quem ou por quê?
CONTINUIDADE DO PLANO DE UM MANVANTARA PARA OUTRO. Neste antigo manuscrito é dito (Proêmio) que durante o Pralaya o plano para o próximo Manvantara cochila até o alvorecer da próxima evolução, quando seu poder potencial entra em ação. Portanto, há uma continuidade do Manvantara através do Pralaya até o Manvantara seguinte. Continua nas págs.4 e 5 do Vol. I.
A BASE DA AFINIDADE, portanto, para todas as correlações de força. Afirma-se que Leucipo ensinou uma lei oculta quando declarou, 500 a.C., que o movimento lateral dos átomos é a raiz da afinidade e da correlação de força. Vol. I, pág.2.
CADA PERÍODO DE EVOLUÇÃO é sui generis. “No entanto, a cada novo Manvantara, sua organização [referindo-se ao cosmos] pode ser considerada a primeira e a última de seu tipo, já que evolui a cada vez em um plano superior”. Vol. I, pág.3.
UM NOVO ELEMENTO NO FINAL DA NOSSA 4ª RONDA. “A ciência oculta reconhece sete Elementos Cósmicos, quatro inteiramente físicos, o quinto – o Éter – semimaterial, que se tornará visível no ar no final da nossa 4ª Ronda, para reinar supremo sobre os outros durante toda a 5ª Ronda”. Vol. I, pág.12.
AKASHA E MANAS CORRESPONDEM. Vide nota de rodapé pág.13, Vol. I. “Que Akasha, o quinto Princípio Cósmico – ao qual corresponde e do qual procede o Manas humano é, cosmicamente, uma matéria radiante, fria, diatérmica, plástica, criativa em sua natureza física, correlativa em seus aspectos e porções mais grosseiros, imutável em seus princípios superiores”. Deve, portanto, seguir-se sob a lei das correspondências, que Manas na divisão setenária é criativo, correlativo e imutável da mesma forma e porções conforme declarado para Akasha.
MANAS NA 5ª RONDA. Seguindo a correspondência, descobrimos que, assim como o Éter, a forma inferior do Akasha, agora semimaterial, se tornará visível no ar no final desta Ronda – a 4a -, então manas, agora apenas semidesenvolvido nesta Raça, será ainda mais evoluído na 5ª Ronda, ao mesmo tempo que a fonte parenta, e assim como a forma de Éter mencionada será então o elemento superior na natureza, assim, ao mesmo tempo, o princípio superior reinante na constituição setenária do homem será Manas. O pleno desenvolvimento de Manas impõe total responsabilidade à Raça, e assim vemos como o ponto de inflexão é alcançado e o que isso pode significar, e também qual é o significado do “momento de Escolha”. Com plena responsabilidade, a escolha deve ser feita pela Raça que, assim, tem Manas perfeito. É para e em direção a esse período que os Mestres de Sabedoria estão agora trabalhando, para preparar os Egos atuais para os dias importantes em que a escolha do caminho do bem ou do mal deve ser feita de forma inteligente.
E como em muitos lugares na Doutrina Secreta, a autora diz que somos os mesmos egos que estavam nos corpos atlantes, e que eles tinham um Carma muito pesado, podemos perceber por que somos aqueles que serão compelidos a fazer a grande escolha entre o destino bom ou mau na próxima Ronda.
DIFERENÇA ENTRE O EFEITO DO GRANDE E DO PEQUENO PRALAYA. A pergunta “o que acontece com os planetas durante um pralaya menor ou dissolução? é respondida na nota de rodapé pág.18, Vol. I. Eles estão mortos, por assim dizer, mas não dissolvidos, pois, como ela diz, “eles permanecem intactos como um enorme animal capturado e preso no gelo polar permanece o mesmo por eras”. Depois do grande Pralaya, nenhum planeta permanece in corporibus, mas todos são dissolvidos, restando apenas suas “fotografias” akáshicas. Isto deve ser interpretado metaforicamente, ou então novamente faremos objetivo o que é subjetivo. Mas em um Pralaya menor, os “planetas mortos” são objetivos no espaço, mas com toda a sua vida ativa e energia extintas.
DHYAN CHOHANS NÃO É A ÚNICA DENOMINAÇÃO PARA OS SERES MAIS ELEVADOS. “Cada um dos vários grupos tem sua própria designação em “A Doutrina Secreta”. Vol. I, pág.22, linhas 8, 9. Nem são personificações de poderes na natureza. Vol. I, pág.38, linha 18.
CADA RONDA tem sua classe especial de Dhyanis para zelar por ela. O mesmo vale para as Raças, pág.42, Vol. I. (a). A Ronda atual é zelada especialmente pela Quarta Classe de Dhyanis.
O ABSOLUTO NÃO É COMPREENDIDO pelos Dhyan Chohans. pág. 51, Vol. I, linha 16. E, no entanto, alguns teosofistas pedem definições ou explicações do Absoluto. Ouvimos falar de alguém que afirmava ter “comungado com o Absoluto”.
O SOPRO DE BRAHMA. Pode-se dizer que isto é o mesmo que “O Sopro Eterno” mencionado em “A Doutrina Secreta”. É movimento e prossegue incessantemente pelo espaço. Não para durante os Pralayas. pág.55, Vol. I, linha 11.
IDEAIS E TIPOS NA LUZ ASTRAL. O protótipo está presente em uma forma ideal na Luz Astral, do amanhecer ao anoitecer, durante o período manvantarico – tudo, desde o homem até o ácaro, desde as árvores gigantes à menor folha de grama. pág.63, Vol. I, 1º parágrafo. Há aqui uma clara correspondência com a formação do homem astral, que é a cópia, o plano ou protótipo sobre o qual o homem corpóreo é formado.
A FORMA PRIMORDIAL de toda coisa manifestada é como a de um ovo. pág.65, Vol. I. Um Paramahansa escreveu certa vez para o “The Theosophist” um artigo no qual dizia que a Teosofia era aquele ramo da maçonaria que mostrava o Universo na forma de um ovo.
O VERBUM, OU PALAVRA, E SUA FORÇA. Todas as religiões falam da “Palavra”. Os judeus, de quem os cristãos obtiveram sua religião, dizem que nome todo-poderoso de Deus, se pronunciado, abalará o Universo; os maçons falam da palavra perdida; os hindus falam da grande palavra; é o Logos grego. A questão é frequentemente levantada: “Supondo que exista tal palavra, onde está o seu poder?” H.P.B. diz que está no movimento e não no número. Nota I, pág.67, Vol. I. A Cabala hebraica inclina-se mais para o número, como sendo o poder desta palavra.
Das Página 67 a 128, Vol. I
MATÉRIA DURANTE O PRALAYA. Ela se encontra em um estado de grande tenuidade, visível apenas para os Bodhisattvas. Quando a evolução recomeça, ela aparece como coalhada no espaço. Vol. I, pág.69.
A ELETRICIDADE É UMA ENTIDADE. Vol. I, pág.76, linha 6; é uma emanação de uma Entidade de poder, pág. 111, nota de rodapé, e é coexistente com a Vida Una, pág.81; é matéria primordial de uma natureza especial, pág.82.
PULSAÇÃO DO CORAÇÃO E DAS MARÉS. Provavelmente devido à expansão e contratação universal dos átomos, que por sua vez são causadas pela expansão e contração da matéria do espaço. Vol. I, pág.84. “Há calor interno e calor externo em cada átomo”, id.
DOIS TIPOS DE FOGO OU CALOR. Um no Sol Central e outro no Universo manifestado e no sistema solar. Vol. I, pág.84, 87.
A POTÊNCIA MÁGICA DAS PALAVRAS está nos sons das vogais e não nos números. Vol. I, pág.94.
O TERMO “HUMANO” NÃO DEVE SER RESTRINGIDO A ESTE GLOBO. Ele deve ser aplicado a todas as entidades que alcançaram o quarto estágio de desenvolvimento em qualquer planeta no espaço em sua quarta Ronda, em qualquer Cadeia de planetas. Vol. I, pág.106, 2º parágrafo.
BUDDHI, EM COMPARAÇÃO COM O ESPÍRITO, é material, embora para nós e para as mais elevadas concepções que conseguimos formar, esteja totalmente além da materialidade. Vol. I, pág.119, linha 7.
A MONADA HUMANA é a união do raio do Absoluto com a Alma. Vol. I, pág.119, parágrafo 1.
SIMBOLISMO E NÚMEROS. Eles estão intimamente ligados às hostes dos Dhyan-Chohans. Os números básicos referem-se cada um a grupos distintos de ideias que variam de acordo com o grupo de Dhyan Chohans a que se referem. Em outros lugares, a autora diz que, como os Dhyani estão ligados à evolução em todas as suas complexidades e mistérios, segue-se que o simbolismo é de extrema importância. Vol. I, pág.119 (b).
A ÚNICA LEI FUNDAMENTAL DA CIÊNCIA OCULTA é “a unidade radical da essência última de cada parte constituinte dos compostos na Natureza – desde a estrela até o átomo mineral, do mais elevado Dhyan Chohan até o menor infusoria”. É isso deve ser aplicado espiritualmente, intelectualmente e fisicamente. Vol. I, pág.120, último parágrafo.
O CARMA PRECISA DE AGENTES MATERIAIS para cumprir seus decretos. Vol. I, pág.123, linha 2. Os agentes materiais aqui mencionados não são apenas aqueles que classificamos como tal, mas muitos outros que geralmente concebemos como espirituais. Pois, conforme mencionado acima, até mesmo Buddhi é material quando comparado com Atman, do qual é o veículo. A dica aqui dada é em relação às operações do Carma através dos átomos que são utilizados pelos Egos em suas várias encarnações. Mas, ao seguir isso, não se deve esquecer que não há partícula ou ponto de materialidade que não esteja ao mesmo tempo misturado ou em companhia de outra partícula – se a palavra puder ser usada para essa finalidade – do Espírito ou da Vida Una.
OS TRÊS GRUPOS DE CONSTRUTORES. São eles: O primeiro é o grupo que constrói a totalidade do sistema como um todo e que inclui mais do que este sistema global; o segundo é o grupo de construtores que entra em ação quando o sistema como um grande todo está pronto e forma a Cadeia Planetária desta Terra; e o terceiro é o grupo que constrói ou projeta a Humanidade, pois eles são o grande modelo do microcosmo – o homem. Vol. I, pág.128, segundo parágrafo.
OS LIPIKAS, EM COMPARAÇÃO COM OS CONSTRUTORES, são os grandes Espíritos do Universo como um todo, sendo os construtores de uma natureza especial. Os Lipikas, como os outros, são divididos em três grupos, mas afirma-se que apenas o mais baixo destes três grupos tem a ver com este nosso sistema e que os outros dois não podem ser conhecidos, e, também que esses dois são tão elevados que é duvidoso que até mesmo os mais elevados dos Adeptos saibam sobre eles. Pode-se supor, portanto, que para os Adeptos os Lipikas de grau mais elevado são um mistério tão grande quanto os Mahatmas são para nós, e que esta escala ascendente de grandeza sempre fornece à Alma algo ainda mais elevado, não importa o quanto ela possa progredir, para o qual olhar e almejar. Vol. I, ver página 128 inteira.
Mas como cada um dos três grupos está dividido em outros sete (pág.127), pode ser o 21º subgrupo que tem a ver com este globo; e é dito que, quanto ao mais elevado dos grupos, ele está diretamente ligado ao nosso Carma. Vol. I, pág. 128, última linha. Agora, como o Carma rege todo o Universo, deve-se concluir que, a fim de criar e manter a harmonia, “o grau mais elevado dos Lipikas” referido na página 128 não é o mais elevado da última série de 21 subgrupos, mas o mais elevado dos três grandes grupos.
NOTE BEM. Sempre que se fala de uma “entidade” entre as várias “hostes”, ela deve ser entendida como composta por muitas entidades, assim como o próprio homem é constituído de forma semelhante, sendo sua consciência total a de toda a massa de seres que compõem sua vida intrincada.
Das Páginas 128 a 160, Vol. I
NIRMANAKAYAS. A primeira referência a estes está na pág. 132, nota I, onde são chamados de “os princípios espirituais sobreviventes dos homens”, e no texto eles são aqueles que reencarnam para o bem do mundo, se assim o escolherem.
ELECTRICIDADE, NOVAMENTE, é mencionada como Vida, pág.137, 4ª linha; também na pág.139, linha 17; também uma forma de “Fohat”; também na pág. 145, b).
ÉTER se manifestou apenas parcialmente, e não o fará plenamente antes da 5ª Ronda. Pág. 140.
QUE AS ENTIDADES SÃO CONSTITUÍDAS por muitas unidades, cada uma delas uma entidade. Portanto, esse “Fohat,” em outros chamado de “uma Entidade”, não é uma entidade indivisa, mas é composto por outras; e que existem tantos Fohats quanto mundos. Nota 2, pág. 143 e pág. 145 (b).
ELIXIR DA VIDA. Uma dica sobre o assunto. Nota 2, pág. 144.
ELEMENTAIS ENVOLVIDOS em todas as forças, i.e., a eletricidade, o magnetismo, a coesão e semelhantes são compostos de elementais. É claro que estes não são todos de uma única classe, mas de várias, pág. 146. Perto do final desta página, é afirmado de forma inferencial que os elementais são gerados aos milhões por outros seres. Este deve ser, de fato, um processo de transformação nos átomos. Ao consultar a pág.143, encontrar-se-á uma ampla dica a esse respeito nas observações sobre o “destino de um átomo” uma vez capturado em qualquer esfera mundial, e os meios de sair através de “uma corrente de efluxo”. Esse efluxo ocorre através do ser transformador?
A LUA. Morta em que sentido? Somente quanto aos seus princípios internos. Seus princípios físicos não estão mortos, mas têm uma certa atividade, pág.149, nota I. E seus princípios espirituais foram transferidos para esta Terra, pág.155, nota, e pág.156, linha 6.
O DESAPARECIMENTO DA LUA terá ocorrido antes que esta Terra tenha passado por sua 7ª Ronda humana, pág.155, nota.
O HOMEM ARQUÉTIPO NO GLOBO A. pág.159, último parágrafo. Aqui temos uma dica muito interessante, não muito frequentemente mencionada, que abre uma perspectiva de pensamento. Na primeira Ronda das Mônadas nesta Cadeia de planetas, as Mônadas da Cadeia de mundos anterior – digamos, a Cadeia lunar – tornam-se seres humanos no globo A. Mas na segunda Ronda o processo se altera, e é na 4a Ronda que o homem aparece nesta Terra, o 4º globo. Para citar: “no globo A, o homem se torna novamente um mineral, uma planta, um animal, no globo B, C etc. O processo muda inteiramente a partir da 2ª Ronda, mas…” Essa abrupta mudança é para dar uma dica aos investigadores intuitivos, e abre um problema tão grande quanto a 8ª esfera parecia ser outrora e talvez ainda seja. Mas podemos perguntar se no Globo A – invisível para nós – o processo arquetípico não se aplica?
Das Páginas 160 a 184, Vol. I
MARTE E MERCÚRIO têm uma relação oculta com a Terra que não será explicada. Vol. I, pág.163. Isto não é porque não existe explicação, mas porque, conforme dito (pág.164, nota de rodapé), essas explicações pertencem a graus elevados de iniciação.
CIFRAS E NÚMEROS são a chave para todo o sistema. Vol. I, pág.164, última linha. Isso já foi muitas vezes afirmado. Entre os cabalistas judeus, diz-se que o Universo é construído por números, pesos e medidas, e que a harmonia é a lei que reina sobre tudo.
Agora, se a dica dada for verdadeira, de que as cifras e os números não serão dados pelos motivos acima, então é inútil que os estudantes se preocupem com o significado oculto dos números, como muitos o fazem agora; pois este significado oculto não pode ser encontrado sem assistência.
VÊNUS EM SUA SÉTIMA RONDA. Veja o parágrafo em itálico na pág.165, onde se diz que aquele planeta está em sua última Ronda. Esta deve ser a sua 7a. Portanto, os homens lá são como deuses para nós e, se o argumento da analogia for confiável, parte de sua grande luz deve emanar desses Seres e não ser toda do Sol.
MARTE COM DUAS LUAS QUE NÃO SÃO SUAS. Ver pág.165, parágrafo em itálico. Isto é extraído da carta de um Mestre que, respondendo à pergunta sobre o porquê de Mercúrio e Vênus não terem satélites, diz: “É porque Marte tem dois que não lhe pertencem e – aos quais não tem direito, e por outros motivos”. Ou seja, inferimos que Marte absorveu essas luas ou as arrastou para sua órbita em algum momento extremamente distante e ainda as mantém. Portanto, elas não podem ter para ele a mesma relação que nossa Lua tem para nós. Um dos “outros motivos” pode ser que, estando Vênus em sua 7a Ronda todos os vestígios das antigas luas foram sublimados e absorvidos em sua atmosfera.
A METAFÍSICA ESOTÉRICA deve ser entendida. Vol. I, pág.169, último parágrafo. Esta regra é estabelecida pelos Adeptos e é, portanto, tem maior peso do que se fosse formulada por um estudante. É inútil tentar dominar o sistema seguindo as linhas da pesquisa moderna que, na melhor das hipóteses, são empíricas, muito falhas, e levam quase sempre a uma materialização de todo o esquema. A metafísica trata do real visto que é o ideal, e a ciência física com o fenomenal e, portanto, ilusório e mutável.
EVOLUÇÃO DA MÔNADA-UM PRINCÍPIO BÁSICO. pág. 171, 1ª linha, Vol. I. Isto é estabelecido com extrema clareza e não deve ser esquecido. Não é expandido para que mentes desatentas possam compreendê-lo através de muita repetição, mas é postulado de uma vez por todas. Ainda é muito habitual para os estudantes separarem as Mônadas, primeiro dos globos e depois dos seres que neles habitam. Elas não podem ser divididas dessa forma. Todos os globos e seus objetos são e sempre serão Mônadas em estágios de evolução, assim como nós, que agora estudamos a questão, somos nós mesmos Mônadas em outros estágios. A falsa noção de que houve um tempo em que não havia Mônadas no globo, mas que havia aqui, à espera, uma bola de terra vinda de ninguém sabe onde, e que mais tarde Mônadas chegaram para ocupá-la, deve ser imediatamente descartada.
Se aplicarmos o princípio estabelecido, então o globo terrestre é a criação da Mônada; e quando o globo evolui, imediatamente as Mônadas que precisam dessa experiência entram em sua corporeidade para continuar sua existência. Essas Mônadas posteriores são aquelas que estão muito atrasadas na raça que, em algum período subsequente da evolução, estarão em posição de evoluir por conta própria algum novo globo em eras ainda distantes, para a continuação do mesmo processo, eternamente. Pois, assim como um objeto material não pode brotar do nada, a educação, o conhecimento ou a capacidade de planejar também não podem surgir do nada, mas devem estar baseado e fluir de alguma experiência ou educação prévia. Portanto, deve ser que, mesmo agora, existam Mônadas encerradas nos reinos mineral, vegetal e animal que nunca foram além disso e que, durante o restante da evolução da Raça continuarão sua educação nesses reinos inferiores até que chegue o seu momento em que, abrindo-se a porta para sua saída, elas passarão para um nível superior, para dar lugar a outras.
LIMITE PARA O NÚMERO DE MÔNADAS. Embora não possa haver tal coisa como um limite metafísico para as Mônadas, ainda assim, na prática, para os propósitos de qualquer Manvantara, deve existir um número limitado de Mônadas. incluídas em seu alcance evolutivo. Uma vez que um Manvantara, por mais vasto e inconcebível que seja para nós, é totalmente um período finito, ele estabelece seu próprio limite – dentro do absoluto ilimitado – para as Mônadas atraídas a ele. Isso é necessariamente assim, já que o mundo natural que torna a experiência possível, sendo finito por ser material, estabelece o limite em razão de sua capacidade ser limitada. Veja o 1º parágrafo da pág.171, Vol. I.
O DESTINO DOS MACACOS ANTROPÓIDES. Esta questão interessante é levantada primeiro nas págs. 173 e 175 Vol. I. e não descartada. Aí, ao descrever o curso da evolução da Mônada, diz-se que os retardatários não serão homens neste ciclo, com uma única exceção. Na pág. 184, parágrafo 2d, parece ser respondido. “Nesta Ronda … os antropoides destinados a desaparecer em essa nossa Raça, quando suas Mônadas forem liberadas e passarem para as formas humanas astrais, ou os elementais mais elevados, da Sexta e Sétima Raças, e depois para as em formas humanas mais baixas na quinta Ronda …” Esses descendentes dos homens através da união com animais serão assim recompensados carmicamente na próxima Ronda depois desta, em vez de terem que esperar até outro Manvantara.
Das Páginas 184 a 192, Vol. I
O IMPULSO DA EVOLUÇÃO se encontra na força do sopro espiritual. Não se deve supor que, porque as “Mônadas humanas” deixam de entrar nesta Cadeia de globos, não haja impulso. O termo “Mônada humana” significa aquela Mônada que, tendo passado por todas as experiências inferiores, está apta a animar o corpo humano até então aperfeiçoado.
O HOMEM CHEGA PRIMEIRO NA 4ª RONDA. Pág. 187. O fluxo das Mônadas humanas chegou ao fim, exceto que aquelas que ainda estão encarceradas nos antropoides ainda precisam chegar. As plenamente desenvolvidas – ou melhor, aquelas que passaram por todas as experiências inferiores – devem prosseguir em sua ordem através da evolução estritamente humana. As necessidades da evolução exigem isso, e o ponto de inflexão é alcançado na quarta Ronda, que representa a figura ou número quadrado, e todas as Mônadas nos reinos inferiores têm de continuar com o trabalho da evolução nesses reinos até o próximo Manvantara. Nessa altura, as Mônadas que agora estão em formas humanas terão progredido além, deixando assim espaço para as que estão abaixo subam mais alto.
NOSSOS NATUREZAS: A PARTIR DE QUE. Pág.189. Na nota, é claramente apontado que a citação de Shakespeare sobre nossas naturezas serem maravilhosamente misturadas se refere à parte que as Hierarquias de Almas progredidas em todo o sistema ao qual este globo pertence desempenham em nos proporcionar nossas diferentes combinações.
A CORRESPONDÊNCIA DA EVOLUÇÃO HUMANA com a evolução e condensação nebular pode ser encontrada nestas últimas linhas da pág. 191: “assim como a Terra sólida começou sendo uma bola de fogo líquido, de poeira ardente e seu fantasma protoplasmático, assim também com o homem”.
ORIGEM DA MAGIA BRANCA E NEGRA. Vide a nota na pág.192, onde se afirma que no ponto mais alto do desenvolvimento da Raça Atlante – a quarta – ocorreu a separação entre magia da mão direita e esquerda, ou pensamentos conscientemente bons e maus. Sob a ação da lei cármica e pela reencarnação repetida daqueles envolvidos nesses pensamentos, os pensamentos foram preservados no reino da mente na forma dupla de depósitos mentais e impressões astrais. Os depósitos mentais foram trazidos de volta repetidamente à vida terrena, e as impressões astrais afetaram todos os outros que estavam sob sua influência. Dessa forma, não somente sementes foram semeadas nas mentes individuais através de seus próprios pensamentos, mas um vasto reservatório de impressões ou imagens boas e más foi criado no meio etéreo ao nosso redor, pelo qual pessoas sensíveis são impelidas a atos bons e maus. E todas as repetições de pensamentos malignos aumentaram o estoque do mal, permanecendo assim para afetar e afligir a humanidade. Mas como o bem também permanece, os amigos sinceros da humanidade são capazes de produzir bons efeitos e impressões que, por sua vez, são adicionados à soma do bem. Não há necessidade de sentir injustiça pelo fato de que pessoas sensíveis são afetadas por imagens malignas na luz astral, porque tal possibilidade de serem assim impressionadas não poderia ter surgido, exceto por meio / a não ser através de atrações simpáticas por elas estabelecidas em vidas anteriores.
Das Páginas 192 às 200, Vol. I
A LUZ ASTRAL não é, em sua natureza, reveladora da verdade ou “boa“. Nota 2. pág. 197. “Ela está na mesma relação com Akasha e Anima Mundi como Satanás está com a Divindade. Elas são uma e a mesma coisa vista sob dois aspectos”. Pode-se dizer que a luz astral é o próximo passo acima das preocupações materiais. É o primeiro campo em que o vidente entra em seu progresso, mas é perigoso porque enganoso, e enganoso porque inverte todas as coisas, além de ser o reservatório principal para os atos e pensamentos maus ou materialistas dos homens. Porque é estranho, novo e extraordinário, influencia aqueles que nele veem, pois apresenta imagens de um caráter peculiar, e justamente por sua novidade e vivacidade, aqueles que nele veem tendem a considerá-lo importante. Ele deve ser estudado, mas não confiado. De certa forma, assim como o cérebro precisa se acostumar com a imagem invertida na retina – endireitando-o com esforço -os sentidos internos precisam se acostumar com as inversões feitas pela Luz Astral.
A QUEDA NA MATÉRIA é explicada da pág.192 à pág.198, Stanza VI. Isso necessariamente levanta a questão “Por que uma queda?” O autor diz: “Foi a queda do Espírito na matéria, não a queda do homem mortal”. Portanto, se isso for verdade, o homem não caiu, mas está, neste período de evolução, no caminho ascendente. O Espírito, para “se tornar um Espírito Autoconsciente”, deve passar por todos os ciclos do ser, culminando em seu ponto mais elevado da Terra, no Homem. O Espírito per se é uma ABSTRAÇÃO negativa inconsciente. Sua pureza é inerente, não adquirida por mérito; portanto, para se tornar o mais elevado dos Dhyan Chohan é necessário que cada Ego atinja a plena autoconsciência como humano, ou seja, um Ser consciente, que é sintetizado para nós no Homem”. (Págs.192-193). Então, a questão de porque houve uma queda, se ele era puro originalmente, baseia-se na suposição de que permanecer em um estado de abstração inconsciente é melhor. No entanto, isso não pode ser verdade. Quando um período de evoluções começa, com o Espírito em uma extremidade do polo e a matéria na outra, é absolutamente necessário que o Espírito passe pela experiência na matéria a fim de que a autoconsciência possa ser adquirida. É uma “queda” na matéria no que diz respeito ao fato em si, mas no que diz respeito ao resultado e ao objetivo em vista, não é nem queda nem ascensão, mas a realização da Lei imutável da natureza do Espírito e da matéria. Ignorantemente, nós a chamamos de queda ou de maldição porque a nossa consciência inferior não vê a grande abrangência dos ciclos nem apreende o grandioso propósito envolvido. Seguindo as linhas da filosofia estabelecida em outro lugar, vemos que, ao final de cada grande período de evolução, alguns Egos terão falhado em atingir o objetivo e, portanto, algum Espírito – se assim podemos dizer – é deixado para estar novamente em um novo período diferenciado em Egos que, ajudados por Egos do passado agora tornados Dhyan Chohans, mais uma vez lutarão para subir. Tal é a imensa e interminável luta.
ESTADOS E PLANOS DE CONSCIÊNCIA no Cosmo e no Homem. Pág.192, par. 2o e 3o. Aqui é declarado que, dos sete planos de consciência, três estão acima de toda a Cadeia de globos à qual a Terra pertence, e que a Terra está no mais baixo dos quatro inferiores. Mas no homem, conforme dito aqui, há sete estados de consciência que correspondem a esses sete planos cósmicos. Ele deve “sintonizar os três estados superiores em si mesmo com os três planos superiores do Cosmo”. Necessariamente, ele deve ter em si centros ou núcleos de energia correspondentes e, conforme aponta a autora, ele deve despertar esses centros para a atividade, para a vida, antes de poder sintonizá-los com os planos superiores. Eles estão adormecidos, como que dormindo.
O PRIMEIRO E O SÉTIMO GLOBO da cadeia estão no plano arquetípico. Pág.200, nota do diagrama. Ou seja, que no primeiro globo da Cadeia -A -todo o modelo dos globos subsequentes é feito ou estabelecido, e sobre isso a evolução prossegue até o 7o, quando, tendo todos atingido o estágio mais elevado de perfeição após sete Rondas, o modelo completo é integralmente realizado. Isso é claramente insinuado na nota, pois ela diz: “não o mundo como existia na Mente da Deidade, mas um mundo elaborado como um primeiro modelo a ser seguido e aprimorado pelos mundos que o sucedem fisicamente – embora deteriorando-se em pureza”. O leitor se lembrará de que em outro lugar é dito claramente que no Globo -A o homem aparece, mas que, na segunda Ronda o processo muda. Se assumirmos, como devemos, que Seres conscientes estão trabalhando no esquema da evolução, eles têm que criar o modelo mental, por assim dizer, de toda a cadeia planetária e isso tem que ser feito no momento do primeiro globo. O plano é gravado em todos os átomos ou partículas que devem participar da evolução e é preservado intacto nesse plano. O sétimo globo é o receptor de todo o resultado da evolução em cada Ronda e o transfere mais uma vez para o Globo A, onde prossegue como anteriormente, e novamente toda a massa de seres em evolução é gravada com o plano original. Isso se repete a cada Ronda.
OS TRÊS PLANOS SUPERIORES DE CONSCIÊNCIA mencionados na terceira nota do diagrama na página 200 como sendo ainda inacessíveis à consciência humana não implica contradição. Pois a sintonização dos nossos três estados superiores de consciência com os três planos superiores é possível, embora a conquista desses planos seja impossível para a consciência humana comum. A tentativa deve ser feita de modo a entrar em harmonia em nós mesmos com esses planos, para que as potencialidades possam ser ativadas e o desenvolvimento de novas faculdades se torne possível.
Das Páginas 200 a 212, Vol. I
A FUNÇÃO DOS COMETAS. Os cometas são os errantes que, na grande luta e agitação da matéria em qualquer lugar onde um sistema de mundos está prestes a surgir, atuam como agregadores ou coletores da matéria cósmica até que, por fim, sejam feitas coletas suficientes para causar o início dos globos. Itálico na pág.201, Vol. I.
CICLOS. Há sempre muita discussão a respeito deste vasto e interessante tema, não apenas nos círculos teosóficos, mas também fora deles. De fato, a discussão começou muito antes da formação da nossa S.T. Dificilmente será concluída durante a nossa vida. A disputa ou dificuldade não tem sido sobre se existem ciclos que regem os homens e os acontecimentos, porque os mais materialistas costumam falar dos ciclos de recorrência de doenças, guerras e afins, mas sobre quando qualquer ciclo começa, especialmente os maiores. Um dos ciclos da Lua é conhecido, e o da grande abóbada sideral é aproximado, mas quando chegamos a este último, há uma considerável imprecisão quanto ao estado das coisas há 25.000 anos. Na pág.202 do Vol. I, é dada a dica de que a base fundamental que controla o número e o fundamento dos ciclos é estabelecida logo no início da luta cósmica anterior à agregação da matéria em globos e sóis, porque (na nota de
rodapé da pág.202) “Esta é a pedra básica e fundamental dos ciclos secretos … ” A afirmação de que todos os mundos (estrelas, planetas, etc.), tão logo um núcleo de substância primordial no estado Laya (indiferenciado) é informado pelos princípios libertados de um corpo sideral recém-perecido – tornam-se primeiro cometas e depois sóis, para esfriar e se tornarem mundos habitáveis, é um ensinamento tão antigo quanto os Rishis“.
Agora, em cada sistema, “lutar” é diferente de todos os outros, surge uma proporção diferente e, sendo a porcentagem de perdas ou de remanescentes variável, as bases cíclicas em cada sistema diferem das outras. Está muito claro, portanto, que nossos cientistas atuais nada podem saber sobre essas diferenças originais e devem permanecer ignorantes sobre os verdadeiros ciclos. Somente o olho de águia do Adepto elevado pode ver esses números tal como estão escritos na grande tela do tempo, e nos sussurros que nos chegam dos antigos mistérios pode ser encontrada a informação que estamos buscando. Quem ouvirá corretamente?
O EXATO COMEÇO. Definitivamente, quanto ao exato início da manifestação – não deste nosso pequeno sistema, mas do vasto todo – não é possível nem permitido. Mas uma sugestão sedutora é lançada na pág.203, terceiro parágrafo, onde, levando-nos de volta ao primeiro ato do grande drama do qual nossa insignificante peça de teatro é apenas uma breve frase, H.P.B. diz que a ciência secreta declara que, quando o uno grande todo foi projetado na manifestação, sete diferenciações especiais d´AQUILO aparecem e, a partir dessas sete, todos os incontáveis fogos, sóis, planetas e estrelas são acesos e seguem em frente. De modo que, embora em vários sistemas de mundos os ciclos, os números e as bases podem diferir e ser qualquer número inteiro ou fracionário, o grande e perfeito número ainda é o sete. Mas nenhum homem entre nós pode entender esse grande sete quando ele inclui todos os números que a mente pode alcançar por acaso ou por cálculo.
Das Páginas 212 a 252, Vol. I
Das páginas 212 a 221, o leitor pode encontrar por si mesmo tudo o que a autora de “A Doutrina Secreta” desejava transmitir nessas páginas.
O QUE SÃO ELEMENTAIS? Ao descrever os grupos das Hierarquias, o 6º e 7º grupos são abordados na pág. 221, onde se diz que os elementais fazem parte dos inúmeros grupos paralelos “que se ramificam como os galhos de uma árvore a partir do primeiro grupo central dos quatro”. E todos eles estão sujeitos ao Carma (19ª linha, pág. 221), que eles têm de resolver durante cada ciclo. Conforme é dito mais abaixo na página, “um Dhyan Chohan tem que se tornar tal”, deve-se concluir que até mesmo um Dhyan Chohan já trabalhou nos planos de existência onde os elementais estão, e a partir daí ascendeu a um lugar mais elevado; isso deve estar sob as leis da evolução, do Carma, da Reencarnação.
O GRANDE DESTINO DO HOMEM. Seguindo o argumento levantado a respeito dos elementais, na pág.221, diz-se que a Hierarquia Celestial desse Manvantara será transferida no próximo ciclo de vida para mundos mais elevados e superiores, a fim de dar lugar a uma nova hierarquia, da mesma ordem, que será composta pelos eleitos da nossa própria raça humana. Tal é nosso destino e tal é o caminho pelo qual subimos; e quando esse ponto for alcançado, devemos continuar a trabalhar para o benefício daqueles que estão abaixo de nós. Esta é a base do altruísmo, e sem altruísmo a conclusão não pode ser alcançada.
QUE ESPÍRITOS ELEVADOS ATUAM NA TERRA em corpos de homens, enquanto esses Espíritos ainda estão nas esferas mais elevadas, vide Vol. I. págs.233-234 e notas, ver também nota pág.235. Na pág.233, é claramente explicado que a autora não se refere ao que é chamado entre os espiritualistas de “controle” dos médiuns por um Espírito, mas à real continuidade do status e das funções do Espírito encarnado nas regiões supersensoriais enquanto usa como seu próprio e trabalha em um invólucro mortal na Terra. De forma que, de acordo com ela, existem certas pessoas nesta Terra, vivendo e trabalhando como seres humanos comuns e membros da sociedade, cuja parte divina influenciadora é tão imensuravelmente elevada em desenvolvimento que elas, como Seres tão elevados, têm um status e uma função definidos nas “regiões supersensoriais”. Devemos dizer – presumindo a exatidão da afirmação da autora – que ela própria era um caso assim, e que “H.P.B.”, fosse a qualquer hora do dia ou da noite, quando tudo ao seu redor estava silencioso, tinha um “status e função” em outras esferas, onde ela conscientemente desempenhava o trabalho daquela posição elevada, fosse ele qual fosse. Havia muitos eventos em sua vida cotidiana conhecidos por aqueles que eram íntimos dela que essa dica pode desvendar, ou, pelo menos, esclarecer bastante. E em uma de suas cartas aparece esta frase – basicamente -“A a diferença entre você e eu é que você não está consciente, exceto durante o dia, enquanto eu estou consciente dia e noite, e tenho muito a fazer e a suportar em ambas essas existências das quais você, sendo assim semiconsciente, está felizmente poupado”.
Nos livros e ensinamentos hindus há uma referência a isso quando falam dos elevados gnanees – isto é, pessoas cheias de conhecimento e de poder espiritual – sendo atraídas para essa Terra por certos atos e em certos momentos da história de uma nação, raça ou cidade.
A PERDA DA ALMA. A possibilidade de abandono do corpo pela Alma é descrita na pág.234, Vol. I, assim: “A Alma poderia libertar-se e abandonar o tabernáculo [do corpo] por várias razões, tais como insanidade, depravação espiritual e física, etc.”. E no final da nota da pág.235, é sugerido amplamente que tal libertação da Alma do corpo, deixando este último seguir seu curso, não se limita ao caso daqueles que são insanos ou depravados, mas pode ocorrer com aqueles que fazem grandes avanços em conhecimento e uma tal consequente alteração na constituição da Alma, por assim dizer, que eles não podem mais habitar na Terra, usando o corpo antigo. No entanto, não parece que esse assunto seja aprofundado além dessa dica, encontrada, como é tão usual com H.P.B., em uma nota. Nela, as palavras são: “Pois a ocorrência se dá tanto em materialistas perversos quanto em pessoas “que avançam em santidade e nunca voltam atrás”. Pelo meu conhecimento de seus métodos, considero essa nota uma inversão deliberada da frase em que o objeto se encontra nas palavras usadas na parte em itálico.
A NECESSIDADE DO ESFORÇO INDIVIDUAL. Isso é colocado de forma muito enfática, e precisamente no estilo de H.P.B., no terceiro parágrafo da página 244, nos paralelismos, onde se fala de Atma. Aqui ela mostra que Atma não está sujeito a mudanças ou melhorias, mas é o “raio de luz eterno que brilha sobre e através da escuridão da matéria – quando esta última está disposta”. [Os itálicos são meus.] Se a matéria, no ser humano, o self pessoal, o corpo e o corpo astral, com paixões e desejos, não estiver disposta a ser plenamente esclarecida pelo Espírito, então Atma não brilhará através dela porque não consegue, na medida em que a matéria não se submete aos desígnios divinos. A disposição só pode ser demonstrada pelo esforço individual em direção à bondade e à purificação. Parece que isso deveria eliminar essa negação e inércia que até mesmo teosofistas se permitem, que falam em “não interferir no Carma”.
APENAS TRÊS DIMENSÕES DA MATÉRIA. A “quarta dimensão” é combatida nas páginas 251-252 e seguintes: “Enquanto houver réguas dentro dos recursos do Cosmos, para aplicar à matéria, elas serão capazes de medi-la de três maneiras e nenhuma mais”.
Das Páginas 252 a 260, Vol. I
ESOTERICAMENTE, A ORDEM DOS ELEMENTOS É: Fogo, ar, água, terra. (2º parágrafo). Contando a partir da terra, a ordem para os elementais, ou espíritos da natureza nos elementos, é: elementais da terra, elementais da água, elementais do ar, elementais do fogo. E sempre foi dito que os do fogo são os mais sábios e os mais distantes, no que diz respeito ao nosso conhecimento, que os do ar também são sábios e os da água são perigosos. Os da terra foram descritos por videntes sob a forma de gnomos, às vezes vistos por mineiros clarividentes nas profundezas abaixo de nós, e desta classe também são aqueles que deram origem à superstição entre os irlandeses a respeito das fadas.
O FOGO NAS RONDAS ANTERIORES. Ela diz (pág.253), “Pelo que sabemos, O FOGO pode ter sido puro AKASHA, a primeira Matéria do Magnum Opus dos Criadores e “Construtores”. . .”. A frase “Pelo que sabemos” às vezes deve ser traduzida como “Assim foi”.
O QUINTO ELEMENTO NA QUINTA RONDA. Este, conforme dito anteriormente nestas notas, será “O corpo grosseiro de Akasha“. . . (pág.257) e ” ao tornar-se um fato familiar da Natureza para todos os homens, assim como o ar é familiar para nós agora, deixará de ser hipotético como o é atualmente”.
O QUE SERÁ O SEXTO SENTIDO? No primeiro parágrafo da pág.258, ela diz que, a princípio, haverá uma familiaridade parcial com uma característica da matéria que será conhecida então como permeabilidade, que será percebida quando certos novos sentidos tiverem sido desenvolvidos, e depois disso essa característica singular será plenamente conhecida, pois será desenvolvida concomitantemente com o sexto sentido. Podemos, portanto, argumentar que ela pretende descrever o sexto sentido como aquele que nos dará (entre outras coisas) o poder de permear a matéria com nós mesmos. Que outra pessoa leve essa ideia adiante, pois ela é, sem dúvida, correta. Parece que tanto a característica-matéria quanto o poder no homem estão sendo exibidos aqui e ali, ou então alguns dos fenômenos observados em sessões espiritualistas nunca poderiam ter ocorrido; mas, infelizmente, não precisamos procurar ajuda lá, enquanto os amados “espíritos do Paraiso” continuarem a ter domínio sobre seus devotos.
A TERRA EM SEUS PRIMÓRDIOS. Alguns estudantes pensaram que este globo, em seus primórdios, quando, seguindo as afirmações de Esoteric Buddhism, a onda de vida humana e assim por diante ainda não tinha chegado, não havia vida nele, supondo vagamente que havia, digamos, na era da névoa de fogo, uma massa de algo desprovido de vida. Isso é desmentido e explicado na pág.258, no segundo parágrafo: “Assim, o Ocultismo dispensa a chamada era Azóica da ciência, pois mostra que nunca houve um tempo em que a Terra estivesse sem vida sobre ela”. Isso é afirmado para qualquer forma ou tipo de matéria, assim, “Onde quer que haja um átomo de matéria, uma partícula ou uma molécula, mesmo em sua condição mais gasosa, há vida nela, por mais latente e inconsciente que seja”.
DO ESPÍRITO E DA MATÉRIA. No comentário da pág.258, a autora escreve claramente: “O Espírito é a primeira diferenciação do (e no) ESPAÇO; e a Matéria é a primeira diferenciação do Espírito”. Esta é uma declaração clara do que ela desejava ensinar a respeito do Espírito e da matéria e, como em outros lugares é dito que o Espírito e a matéria são os polos opostos do UNO – o Absoluto – um acordo deve ser feito entre os dois. Não há desacordo real, uma vez que é evidente que a diferenciação deve prosseguir em uma ordem definida, da qual resulta que deve haver sempre um estado, plano, lugar, poder e ideia na natureza que esteja acima, diferente e além de todos os outros. E quando vamos além do Espírito, o mais elevado de que podemos falar é o Absoluto, que é o recipiente dos dois seguintes – Espírito e matéria, o último seguindo o primeiro na ordem de diferenciação.
Diz-se que estes são coeternos e, de fato, o são, no que diz respeito às nossas mentes, pelo motivo de que não conseguimos compreender a primeira nem a segunda diferenciação do Absoluto. Mas, por essa doutrina da coeternidade do Espírito e da matéria ter sido ensinada, nunca existindo um sem ter o outro também presente, alguns estudantes caíram em uma visão materialista, provavelmente porque a matéria é aquilo que, estando mais próximo de nós, é mais aparente, e outros, permanecendo um tanto vagos, não definem a doutrina de forma alguma. Espírito e matéria são coeternos porque existem juntos no Absoluto, e quando a primeira diferenciação mencionada acima ocorre, a segunda também ocorre imediatamente. Portanto, exceto quando estamos tratando de metafísica, eles devem ser considerados como os dois polos do Uno Absoluto. E o Bhagavad Gita não apoia o contrário, pois apenas diz que não há Espírito sem também haver matéria, já que está lidando, através das palavras de Krishna, com coisas como elas são após a diferenciação ter ocorrido.
Há outra classe de teosofistas que fala do “deus superpessoal”, afirmando ao mesmo tempo que não se referem a um “Deus pessoal”, e eles são contestados por ainda outra classe que aponta para a conhecida negação de H.P.B. da existência de um deus pessoal. É na frase citada que ambos podem chegar a um acordo, pois os crentes na divindade superpessoal podem, sem dúvida, encontrar suporte nas linhas na pág.258. Pois se o Espírito é o primeiro, então a matéria está um grau abaixo dele, por mais sutil e imperceptível que essa distinção possa ser.
Se além disso dissermos, como muitos de nós dizem, que as grandes ideias inerentes ao homem lhe foram dadas pelos primeiros grandes Mestres, cujos descendentes e alunos são os Adeptos, então também vemos aqui como é que existe uma crença tão ampla e universal em um Deus. Deve também ser a origem desse otimismo universal que pode ser encontrado também nas fileiras dos teosofistas, que, embora sejam pessimistas em relação aos dias atuais, devem ser chamados de os maiores otimistas sobre a face da Terra. Há muitos outros assuntos nesta frase. Muitos estudantes quebraram a cabeça muitas vezes tentando descobrir de onde vem o impulso e o plano, bem como a ideia de perfeição, pois ela deve, antes de tudo, residir em algum lugar, seja de forma abstrata ou concreta. Talvez seja aqui; esses estudantes podem olhar aqui, de qualquer forma.
UM PRINCÍPIO MISTERIOSO MENCIONADO. Depois de discorrer brevemente sobre a formação deste globo pelos primeiros construtores, ela fala (pág.259) de um certo princípio Akáshico ao qual nenhum nome é dado, mas é deixado em hiato. Mas na nota dessa página vemos, e não estou violando nada ao me referir a isso, que é apontado muito claramente que a substância primordial da qual ela então escreve “é o corpo desses próprios Espíritos e sua própria essência”. Agora, em muitos lugares em seus escritos, e também nos de outros conhecedores ao longo dos tempos, é dito que essa substância primordial é aquela que, uma vez controlada, dá àquele que tem poder sobre ela as habilidades mais transcendentes – influência tanto sobre a mente quanto sobre a matéria.
Ela e todos nós estamos bastante seguros em falar sobre isso, uma vez que são poucos, de fato, os que enxergarão qualquer coisa nisso. No entanto, os poucos podem perceber a dica, caso nunca a tenham percebido antes. Isso, porém, deve permanecer sempre como uma dica, e não deverá haver nenhuma tentativa de torná-la clara para a ciência, pois nada será obtido, a não ser o ridículo e talvez pior.
William Q. Judge
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