Akasha e os registros akáshicos-Blavatskytheosophy
De modo geral, a Teosofia não utiliza o termo “Registros Akáshicos”.
Apesar de termos relacionados a conceitos da filosofia oriental como “Akasha” e “akáshico” foram, de fato, introduzidos na mente e no vocabulário ocidentais por meio dos ensinamentos da Teosofia, o termo “Registros Akáshicos” não o foi. Nem H.P. Blavatsky, nem William Q. Judge, nem os Mestres jamais o utilizaram em seus escritos. O termo foi inventado mais tarde, por outras pessoas, e agora é mais frequentemente usado no Movimento da Nova Era, onde todo o conceito e a realidade por trás dele são distorcidos, mal interpretados e banalizados, o mesmo acontecendo com quase tudo em que os seguidores da Nova Era põem as mãos.
Akasha é algo muito maior e infinitamente mais importante do que é percebido pela maioria das pessoas que usam o termo casualmente. “A Doutrina Secreta” ensina que “Akasha pode ser definido em poucas palavras: é a Alma universal, a Matriz do Universo, o “Mysterium Magnum” do qual tudo o que existe nasce por separação ou diferenciação. É a causa da existência; preenche todo o Espaço infinito; é o próprio Espaço, em certo sentido, tanto em seu sexto quanto em seu sétimo princípios”. (Vol. 2, pág. 511)
Continua explicando (pág. 512) que Akasha “é a Causa universal em sua unidade e infinitude não manifestadas”. Isto parece suficientemente claro.
Em “Isis Unveiled“, o primeiro livro de HPB, Akasha é definido como a fonte de toda a vida, o reservatório de toda a energia e o movimento por trás de toda mudança da matéria. Mais tarde, ela sustenta em “Transactions of the Blavatsky Lodge” (pág. 96) que Akasha “é a consciência divina eterna” e que é incondicionada, indiferenciada e infinita. No verbete “Akasha” no “Theosophical Glossary“, ela escreve que o Primeiro Logos, também conhecido como Logos Não Manifestado, irradia do Akasha. Em outro lugar, no entanto, podemos descobrir que é ensinado que o Primeiro Logos irradia de Parabrahm.
De fato, não há contradição. Se compararmos os verbetes no “Theosophical Glossary ” para Parabrahm, Brahman, Mulaprakriti, Akasha, Svabhavat e Pradhana, veremos que são considerados idênticos na definição e explicação dadas e, muitas vezes, virtualmente idênticos na escolha das palavras e frases utilizadas.
Todos eles são termos sinônimos para a Absoluta Divina Realidade Una, o Derradeiro Princípio Supremo, que é a Causa Sem Causa e a Raiz Sem Raiz de tudo e que é tanto Espírito Divino Absoluto quanto Substância Divina Absoluta, a Consciência pura e Eterna e Matéria pura e Eterna. Vide “A Doutrina Secreta” Vol. 1, pág. 337. Os “dois” em sua Essência derradeira são um e o mesmo, a Una Coisa Eterna”, como diz HPB.
“Olhe ao seu redor e veja as miríades manifestações da vida, tão infinitamente multiforme; da vida, do movimento, da mudança. O que causou isto? De que fonte inesgotável vieram, por qual meio? Do invisível e subjetivo, eles entraram em nossa pequena área do visível e objetivo. Filhos de Akasha, evoluções concretas do éter, foi a Força que os trouxe à perceptibilidade e a Força, oportunamente, os removerá da vista do homem”.
(de uma Carta de um Mestre)
Akasha é descrita como sendo o Infinito. Só pode haver um Infinito, um Absoluto. “Não pode haver dois INFINITOS nem dois ABSOLUTOS em um Universo que se supõe ser Ilimitado.” (“A Doutrina Secreta”, Vol. 1, pág. 7)
A palavra sânscrita “Akasha” significa literalmente “Espaço”. Isto não significa o Espaço manifestado que vemos quando olhamos para o céu, mas sim ao Espaço Abstrato Absoluto. O Espaço Abstrato Absoluto é perfeita e literalmente UNO com a Matéria Abstrata Absoluta, o Movimento Abstrato Absoluto e a Duração Abstrata Absoluta. Os estudantes de “A Doutrina Secreta” estarão cientes de que estes são os quatro termos pelos quais a Ciência Esotérica Oriental se refere à Realidade Suprema Una.
Embora a Teosofia não fale de “Registros Akáshicos“, “Registros de Akasha” ou “Bibliotecas Akáshicas” (!), ela introduziu no Ocidente a grande verdade de que tudo o que já foi feito, dito ou pensado na Terra tornou-se instantânea e indelevelmente impresso na e dentro da atmosfera psíquica que envolve de perto o plano físico, e que esse é um processo constantemente em andamento.
Mas ela chama isso de Luz Astral e, embora os teosofistas possam falar em “registros na luz astral” ou “imagens gravadas nas tábuas astrais invisíveis”, eles têm o cuidado de não os chamar de “Registros Akáshicos“, pois estão cientes de que essa forma sutil e subjetiva de matéria ou substância conhecida há vários séculos, se não mais, como “luz astral”, é na verdade apenas a manifestação mais baixa e ilusória de Akasha, que (Akasha) é EM SI a Fonte, a Causa e a Vida de tudo. Os Sete Planos [em inglês] da existência são às vezes descritos nos ensinamentos teosóficos como os Sete Princípios de Akasha. É a Matéria pura e eterna que é inseparável do Espírito puro e eterno porque, em sua Absolutez, os dois são para sempre Uno.
Para a mente ocidental superficial, preguiçosa, não-filosófica ou mediana, muito pouco disso será efetivamente compreensível. No entanto, para a mente e a consciência que foram elevadas e espiritualizadas através do estudo meditativo disciplinado da Teosofia, isso é reconhecido e compreendido como sendo a gloriosa chave de ouro para tantos mistérios do Universo.
Artigos relacionados: “Elementais e a Luz Astral” [em inglês], “A Matéria é eterna”, “O Divino impessoal”
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