Cadeias, Globos, Rondas e Raças Raiz-Blavatskytheosophy
O nosso planeta Terra faz parte de uma cadeia de sete globos, denominada “Cadeia da Terra”. Este planeta em que estamos tem, portanto, seis globos companheiros que não são vistos por nós, devido ao fato de estarem em três planos diferentes do nosso.
Como expressamos em outro artigo [em inglês], esse é “o ensinamento teosófico fundamental de que cada planeta conhecido – como a Terra, Marte, Mercúrio, Vênus, Saturno, Júpiter, etc. – é, na verdade, um sistema sétuplo composto por sete globos, dos quais apenas um está no nível físico material em cada caso. Ou seja, cada globo físico tem seis globos não-físicos que existem em conexão estreita e inseparável ao seu lado para fins de evolução contínua”.
O plano em que o nosso globo está e os três planos superiores nos quais os outros seis globos estão situados são chamados conjuntamente de “Quatro Planos Inferiores da Consciência Cósmica”. O Cosmo, na sua totalidade, consiste em Sete Planos, estes quatro inferiores e também três superiores… um quaternário inferior e uma tríade superior, tal como acontece com os Sete Princípios da constituição humana, onde há quatro Princípios inferiores e mortais e uma trindade imortal de Princípios espirituais superiores.
Neste diagrama – baseado e representando fielmente o diagrama da pág. 200 do primeiro volume de “A Doutrina Secreta”, de H. P. Blavatsky – vemos as correspondências entre os sete globos da nossa cadeia e os quatro planos inferiores da consciência cósmica.
Este ensinamento e conhecimento sobre as cadeias planetárias, globos etc., é considerado extremamente importante e útil pelos Mestres da Fraternidade Trans-Himalaiana e foi ensinado com cuidado e precisão pelo Mestre K.H., pelo Mestre M. e por H.P. Blavatsky durante os primeiros dias do Movimento Teosófico moderno. Até então, era um ensinamento esotérico totalmente secreto, reservado unicamente aos chelas (discípulos aceitos) e iniciados, e nunca antes havia sido divulgado ao mundo, a não ser em um sentido deliberadamente velado, sob nomes e termos completamente vagos e obscuros em alguns sistemas religiosos diferentes, que são apontados em “A Doutrina Secreta” e que só ganham alguma clareza quando se tem a chave para eles, a qual a Teosofia fornece.
Após a morte de Madame Blavatsky, entretanto, alguns líderes da Sociedade Teosófica de Adyar (ou “Sociedade Teosófica – Adyar”, a maior e mais conhecida organização teosófica), como C.W. Leadbeater e Annie Besant – mas não os de outras Sociedades Teosóficas e ramos do Movimento que haviam se separado da Sociedade de Adyar para permanecerem fiéis aos ensinamentos originais e genuínos de HPB e dos Mestres – começaram a ensinar e a popularizar a noção equivocada de A. P. Sinnett de que o 3º globo da nossa cadeia planetária é o planeta Marte e que o 5º globo é o planeta Mercúrio.
Este ensinamento ilógico – que tem causado muita confusão e mal entendidos e que está em contradição direta com os ensinamentos dos próprios Mestres e de “A Doutrina Secreta” – é, obviamente, astronômica e astrologicamente ridículo.
Além disso, se esses dois planetas fizessem parte da nossa cadeia planetária, não poderíamos VÊ-los e nem saber nada sobre eles, já que o 3º e 5º globos da cadeia pertencem ao Plano Substancial-Formativo, um plano inteiramente acima das percepções do Plano Físico. Mas nós vemos Marte e Mercúrio e sabemos sobre eles e, portanto, o planeta Marte e o planeta Mercúrio devem inegavelmente ser globos no plano físico e, portanto, cada um deles deve pertencer a uma cadeia planetária própria e separada. Uma cadeia planetária só pode ter um globo físico, tal como o ser humano septenário só tem um corpo físico.
A lei da analogia e da correspondência corre como um belo fio ao longo de todos os ensinamentos esotéricos genuínos, mas está manifestamente ausente ou distorcida nas imitações baratas.
Todas as menções a Cadeias, globos, Rondas e Raças-Raízes nos ensinamentos teosóficos podem, compreensivelmente, parecer bastante confusas e difíceis de entender. No entanto, os Mestres por trás do Movimento Teosófico consideraram importante que o compreendêssemos clara e precisamente porque ele não só revela a verdadeira natureza, origem e futuro do nosso planeta, mas também fornece importantes chaves simbólicas para desvendar mistérios maiores através desta lei de analogia e correspondência.
Espera-se que as informações resumidas a seguir possam fornecer uma explicação bastante clara dos fundamentos deste ensinamento:
* A evolução da nossa Terra consiste em numerosas Cadeias sucessivas, cada uma das quais é composta por 7 Globos, como mostrado no diagrama.
* A Cadeia que está em existência e evolução agora (e que chamamos de “Cadeia da Terra”) teve Cadeias que a precederam e que já percorreram o seu curso, completaram sua evolução, e deixaram de existir. As Cadeias futuras ainda não surgiram, mas o farão no futuro, sucessivamente, pois cada Cadeia é o produto da sua antecessora.
* A antiga Cadeia é conhecida como a “Cadeia Lunar” ou “Cadeia da Lua” porque o planeta morto chamado Lua, que é o satélite da nossa atual Terra, foi o 4º globo dessa Cadeia anterior. Em outras palavras, a esfera que é agora a nossa Lua foi, a certa altura, o antigo “Planeta Terra” vivo, no qual nós mesmos estávamos evoluindo em reinos muito inferiores da natureza. Isto ocorreu, é claro, há incontáveis bilhões de anos atrás e é praticamente incompreensível para nós. Nossas tentativas de imaginar como deve ter sido não serão, de forma alguma, precisas.
* A “Onda de Vida” evolucionária passa por cada uma das Cadeias 7 vezes e essas são coletivamente referidas como sendo as 7 Rondas. Em cada Ronda, a humanidade alcança um nível significativamente mais elevado de evolução, tanto internamente quanto externamente, sendo o interno o mais importante. Uma Ronda começa no 1º globo de uma Cadeia e faz com que esse globo se torne ativo e vivo. Sete grandes épocas da civilização ocorrem durante cada um desses períodos e, na Teosofia, elas são chamadas de as 7 Raças-Raíz, já que em cada uma delas uma nova e importante “Raça” ou “tipo” de humanidade vem à tona e predomina.
* Uma vez que as 7 Raças-Raíz (ou seus períodos equivalentes de evolução nas Rondas anteriores ao surgimento e desenvolvimento da humanidade) tenham percorrido o seu curso de evolução, a Ronda da “Onda de Vida” passa para o 2º globo e assim por diante, até o 7º globo, inclusive, com 7 Raças-Raíz surgindo a cada vez. Quando a “Onda de Vida” evolutiva deixa um dos globos da Cadeia e passa para o próximo globo, o globo que ela deixou entra em um período de inatividade com apenas um mínimo de vida (não-humana) remanescente nele … até que a “Onda de Vida”, por fim alcance aquele globo específico novamente, que ocorrerá na Ronda seguinte.
* Então, para definir uma Ronda da maneira mais simples possível: olhando para o diagrama acima, imagine um feixe de luz (simbolizando o impulso para a vida e a evolução) passando extremamente devagar em um percurso do 1º globo até o 7º globo, e iluminando apenas um globo de cada vez, antes de passar para o próximo após muitos bilhões de anos. Esse percurso do 1º ao 7º é o que chamamos de uma única volta pela Cadeia Planetária. E é isso que ocorre 7 vezes, sendo chamadas de 7 Rondas; essas 7 Rondas são o que constituem a vida e a duração de qualquer Cadeia Planetária.
* Estamos atualmente no 4º globo da nossa Cadeia e essa Cadeia está em sua 4ª Ronda. Este período atual da nossa civilização terrestre é a sua quinta grande época sucessiva, chamada 5ª Raça–Raiz. A 1ª Raça–Raiz em nosso globo durante esta 4ª Ronda é chamada por nós de Raça–Raiz Polar. A própria HPB não a chamou de “Polar” ou qualquer outro nome preciso e específico, mas nós o fazemos para ajudar na compreensão, visto que esse é certamente um termo ideal para ela, com base em “A Doutrina Secreta”. A 2ª Raça–Raiz foi a Raça–Raiz Hiperbórea. A 3ª Raça–Raiz foi a Raça–Raiz Lemuriana, a 4ª Raça–Raiz foi a Raça–Raiz Atlante, e a atual 5ª Raça–Raiz é referida como a Raça–Raiz Ariana ou Indo-Caucasiana.
* Cada Raça–Raiz consiste em 7 sub-Raças. A 6ª Sub-Raça da 5ª Raça-Raiz pode começar a surgir muito gradualmente nas próximas centenas de anos, mas a 6ª Raça–Raiz está, de fato, muito distante.
* A maioria de nós, que hoje é humana, certamente já foi animal na Cadeia Lunar e aqueles que hoje são animais serão humanos na próxima Cadeia, á que cada Mônada (cada “Centelha Divina” que foi enviada pelo Absoluto) evolui progressiva e gradualmente através dos reinos elementais, do reino mineral, do reino vegetal, do reino animal, para o reino humano e mais além. A VIDA nunca pode ser estática, mas está sempre se desenvolvendo, avançando e evoluindo, sempre para frente, sempre para cima, sempre em direção a Deus. Na época da Cadeia subsequente, nós, que somos humanos hoje, teremos entrado em um estado de existência muito mais elevado e espiritual.
* No grande esquema evolucionário, cada Ronda da “Onda de Vida” através da nossa Cadeia Terrestre – e, em menor grau, cada Raça–Raiz durante cada Ronda – pretende desenvolver um dos 7 Princípios da constituição humana até a perfeição ou, pelo menos, um grau de perfeição muito maior do que o anterior. Mas se não soubermos ou não compreendermos o que são os 7 Princípios… se abandonarmos e rejeitarmos esse ensinamento dos Mestres sobre os 7 Princípios (que Eles consideram de vital importância e essencial e que é mais ou menos o fundamento de sua Doutrina Esotérica) em favor do ensinamento pseudo-teosófico sobre a constituição do homem, tal como apresentado por pessoas como C. W. Leadbeater, Alice Bailey, Annie Besant, etc… não seremos capazes de compreender ou perceber a verdadeira natureza da forma como as coisas procedem. Nossa atual 4ª Ronda e 4º globo correspondem, portanto, ao 4º Princípio ou componente do ser humano, ou seja, Kama (desejo e paixão), enquanto nossa atual 5ª Raça-Raiz e sua atual 5ª sub-raça correspondem ao nosso 5º Princípio, ou seja, Manas (mente, intelecto, inteligência, autoconsciência).
* Em algum momento, na 5ª Ronda desta Cadeia chegará o “momento da escolha”, o “Dia do Julgamento”, por assim dizer, daqueles que estão preparados para continuar avançando e subindo na sua evolução interna e daqueles que não estão. Aqueles que não estiverem preparados não “conseguirão se classificar” e seguirão o “curso descendente” que, em última análise, leva à aniquilação. A razão pela qual isso irá acontecer é para que a evolução humana possa continuar a avançar como deveria, em vez de ser atrasada por aquelas Almas que se recusam a evoluir. Mas a razão pela qual isso só pode acontecer durante a 5ª Ronda é porque será quando o nosso 5º Princípio – Manas estará totalmente ativo, desenvolvido e evoluído. Somente naquele estágio os seres humanos poderão ser considerados totalmente responsáveis e deverão fazer uma escolha totalmente consciente quanto aos seus destinos.
* Toda evolução planetária no sistema solar está limitada, em sua manifestação, a esses “Quatro Planos Inferiores da Consciência Cósmica”. A lei da evolução cíclica – envolvendo Cadeias, globos, Rondas, Raças-Raízes etc. – aplica-se a todos os planetas do nosso sistema solar, já que HPB e os Mestres ensinam que quase todos os planetas do nosso sistema solar, assim como os que estão além dele, são habitados.
Isso não significa, entretanto, que todos os planetas físicos que podemos ver no espaço (Marte, Vênus, Saturno, Júpiter, etc.) sejam habitados … esse só seria o caso se esse planeta estivesse atualmente experimentando vida e evolução no 4º globo de uma de suas cadeias, pois o 4º globo é o único que é físico e perceptível no reino material físico. Mas existem outros 6 globos em uma Cadeia Planetária, nenhum dos quais é físico e, assim, se a evolução da vida e a manifestação “humana” estiverem ocorrendo atualmente em um desses globos, nunca seremos capazes de percebê-la, encontrá-la ou saber algo sobre ela. O Mestre K.H. escreveu em “A Doutrina Secreta” que o globo físico de Marte está atualmente em um estado de total inatividade porque a “Onda de Vida” passou para um dos globos não-físicos e que a “Onda de Vida” está apenas começando uma nova Ronda no planeta Mercúrio, depois de esse planeta ficar em “um estado de obscurecimento”. A mesma mensagem afirma que Vênus está agora em sua 7ª Ronda e, portanto, muito adiantado em relação à evolução da Terra, já que estamos apenas na 4ª Ronda.
* O sistema de Vênus tem uma conexão muito próxima com o nosso sistema terrestre. HPB nos diz em “A Doutrina Secreta” que Vênus e a Terra são referidos na Ciência Esotérica como “irmãs gêmeas”, mas “o Espírito da Terra é subordinado ao “Senhor” de Vênus”. Ela continua: “Vênus é o mais oculto, poderoso e misterioso de todos os planetas; aquele cuja influência e relação com a Terra é a mais proeminente”.
Também é ensinado que Vênus é “o Espírito Guardião da Terra e dos Homens” e que “segundo a Doutrina Oculta, esse planeta [Vênus] é o principal e o protótipo espiritual da nossa Terra”. Dizem-nos que toda mudança que ocorre em Vênus “é sentida na Terra e refletida por ela. O planeta Vênus, acrescenta HPB, “é o PORTADOR DE LUZ de nossa Terra, tanto em seu sentido físico quanto místico”. Vênus é “a estrela brilhante e matutina”, que é uma denominação empregada tanto a Lúcifer como a Cristo na Bíblia.
Algumas pessoas, depois de lerem ou ouvirem o que os ensinamentos da Teosofia têm a dizer sobre todos esses assuntos bastante técnicos – Cadeias, globos, Rondas, Raças-Raízes, evolução planetária e sistêmica, e assim por diante – dizem: “Tudo isso parece interessante, embora um pouco complicado, mas não parece ter nenhum benefício ou importância real ou prática para os seres humanos. Para que realmente serve, qual é a utilidade de estudar e saber sobre esse tipo de coisa?”
Por um lado, o estudo dos ensinamentos espirituais, metafísicos e filosóficos é, por si só, um valioso exercício espiritual. Ele ajuda a elevar nossa mente e consciência para fora e acima das coisas comuns do dia a dia, da matéria e dos sentidos, e nos permite um vislumbre inspirador e intuitivo de uma realidade cada vez maior e mais elevada do que a que perceberíamos de outra forma. Isso por si só certamente é razão suficiente para aceitar e encorajar o esforço de estudar e obter uma compreensão profunda dos aspectos mais complexos da Teosofia.
Há uma questão final, mas importante que devemos mencionar e que muitas vezes é negligenciada ou esquecida. Nas palavras de William Q. Judge em seu capítulo intitulado “A Cadeia Terrestre” no livro “O Oceano da Teosofia”:
“Os sete “globos” constituem uma única massa ou globo maior, e todos se interpenetram uns aos outros. Temos que dizer “globo” porque seu derradeiro formato é globular ou esférico. Se alguém se fiar literalmente à explicação dada pelo Sr. Sinnett, poderá supor que os globos não se interpenetram, mas que estão interligados por correntes ou linhas de força magnéticas. E se demasiada atenção for prestada aos diagramas usados em “A Doutrina Secreta” para ilustrar o esquema, sem levar em devida consideração as explicações e alertas dadas por H.P. Blavatsky, pode-se incidir no mesmo erro. Mas tanto ela como seus professores Adeptos dizem que os sete globos de nossa cadeia estão em “coadunação um com o outro, mas não em consubstancialidade.” (*)
(*) “Como Globos, eles estão em COADUNIÇÃO, mas não em CONSUBSTANCIALIDADE COM NOSSA TERRA e, portanto, pertencem a outro estado de consciência” – “A Doutrina Secreta”, Vol. 1, pág. 166
Isso é posteriormente reforçado por avisos para não confiar em estatísticas ou diagramas desenhados, mas para que se examine o aspecto metafísico e espiritual da teoria, conforme é expresso em inglês. Assim, da mesma origem do livro do Sr. Sinnett, nós temos a afirmação de que esses globos estão unidos em uma só massa, embora se diferenciem uns dos outros, em substância, e que essa diferença de substância se deve à mudança do centro de consciência.
Alguns artigos relacionados: “Os homens de outros Planetas”, [em inglês], “Marte, Mercúrio, Vênus” [em inglês], A Evolução humana em A Doutrina Secreta”, “O Espírito Planetário da Terra” [em inglês] , “Lucifer, o Portador da Luz” [em inglês], “A Natureza setenária do Homem”, “Doze coisas que a Teosofia ensina”, “O fechamento do acesso ao Reino Humano” [em inglês], “Respondendo a mentiras sobre H.P.Blavatsky” [em inglês], “Quem era William Q. Judge” [em inglês] e “Os sete Planos” [em inglês]
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