O Raja Yoga da Teosofia-Blavatskytheosophy
Raja Yoga é o termo usado nos ensinamentos da Teosofia para o lado prático da Teosofia, ou seja, para a aplicação prática na vida das verdades metafísicas e filosóficas. Embora isso a torne muito abrangente e ampla, ela possui várias características distintivas.
Resumidamente, é um Yoga interno, em vez de externo. Sua verdadeira esfera é a mente, pois é nela que se encontram nosso campo de batalha e nossa vitória.
É claro que o corpo físico deve ser cuidado e mantido tão saudável quanto nosso Carma permitir, mas o Yoga físico ou corporal que é tão popular hoje em dia – chamado Hatha Yoga – é chamado por H. P. Blavatsky de forma “inferior” de Yoga e não é o Yoga com o qual lidamos na Teosofia ou no esoterismo. Portanto, é importante remover de nossa mente qualquer coisa que associe o termo “Yoga” a imagens ou ideias de exercícios físicos, alongamentos corporais, posturas e assim por diante. A concepção antiga de Yoga é muito diferente disso. No Raja Yoga, o único “tapete de Yoga” é o tapete da mente.
O Raja Yoga apresentado e promovido por H. P. Blavatsky, William Q. Judge, os Mestres de Sabedoria que foram seus professores e a genuína Teosofia, é Yoga mental, Yoga espiritual, Yoga interno, pois, em última análise, somente o interno é real, somente o interno perdura e somente o interno é levado de vida em vida. Tudo é uma questão de consciência. O Raja Yoga da Teosofia poderia ser chamado de Yoga da Consciência, bem como de Yoga da Vida.
“Raja Yoga” significa literalmente Yoga Real, Yoga Soberano, Yoga Majestoso e, portanto, indica a forma mais elevada de Yoga, sendo que “Yoga” significa “União” em sânscrito.
Em “The Theosophical Glossary“, H. P. Blavatsky define Raja Yoga como “O verdadeiro sistema de desenvolvimento de poderes psíquicos e espirituais e de união com o Self Superior – ou Espírito Supremo”. (pág. 275)
Mas estaríamos enganados se imaginássemos que Raja Yoga, de que a Teosofia fala tão bem e com tanta frequência, é a mesma coisa que o Raja Yoga do hinduísmo, pois não é. Trata-se de algo muito mais amplo, profundo e esotérico.
Praticamente todos os hindus entendem e compreendem pelo termo “Raja Yoga” o sistema de Yoga de oito partes ou octonário de Patanjali, que viveu há cerca de 2.600 anos e que foi o autor dos famosos “Yoga Sutras ou Aforismos de Patanjali.” O texto de Patanjali, de quatro capítulos relativamente curtos, nunca usa o termo “Raja Yoga”, mas ele foi aplicado ao seu sistema (também conhecido como Ashtanga Yoga, mas que não deve ser confundido com o sistema popular atual com esse nome) mais tarde.
Outro grande sábio hindu, Adi Shankaracharya, apresentou – em seu texto Aparokshanubhuti (“Autorrealização” ou “Experiência Direta”) – um sistema que ele descreveu como Raja Yoga. Tratava-se de um sistema de quinze partes, parcialmente baseado nos oito estágios de Patanjali, mas que adotava uma abordagem muito mais esotérica ou simbólica para certas partes do sistema, como, por exemplo, sustentar que as práticas de Asanas (posturas de Yoga) e Pranayama (exercícios de supressão ou manipulação da respiração) não devem ser tomadas literalmente ou realizadas fisicamente. A Teosofia expressa uma ideia semelhante.
Mas nem a abordagem de Patanjali nem a de Shankaracharya são idênticas ao Raja Yoga da Teosofia. Tampouco a Raja Yoga teosófica é igual a qualquer outro sistema, antigo ou moderno, que possa se autodenominar Raja Yoga. A Teosofia nos mostra que Patanjali fornece apenas uma parte do que de fato é o Raja Yoga; uma parte muito necessária, útil, informativa e prática, mas ainda assim apenas uma parte.
Assim como a Teosofia ou a própria Theosophia – a Filosofia Esotérica atemporal, a Doutrina Secreta dos Sábios, a Sabedoria Eterna – o verdadeiro Raja Yoga existia muito antes de Patanjali e até mesmo muito antes do hinduísmo, a religião mais antiga do mundo.
Na primeira seção de “The Voice of The Silence” (A Voz do Silêncio), traduzida por H. P. Blavatsky do Livro dos Preceitos de Ouro, vemos mais ou menos as mesmas oito partes ou estágios do Yoga encontrados em Patanjali, embora com descrições e explicações mais esotéricas e simbólicas a respeito deles, incluindo coisas não mencionadas por Patanjali, como “Cada estágio de desenvolvimento do Raja Yoga é simbolizado por uma figura geométrica”. (pág. 79, edição original de 1889)
E “A Voz do Silêncio“, sendo um texto budista esotérico e pertencente à Escola e Irmandade Esotérica Trans-Himalaiana, a Fraternidade dos grandes Adeptos, Iniciados e Mestres, que estiveram – e estão – mais diretamente por trás do Movimento Teosófico moderno, mostra que o verdadeiro Raja Yoga também está indissoluvelmente ligado ao Ideal do Bodhisattva, o Caminho do Bodhisattva, o caminho da COMPAIXÃO divina, no qual a pessoa busca a iluminação não para seu próprio bem ou benefício, mas, em vez disso, ao atingir o Nirvana e a emancipação total do renascimento e da existência manifestada, vira as costas para ela, a fim de permanecer com a humanidade, para ensinar, ajudar e orientar as massas sofredoras que ainda estão longe da liberdade. Esse conceito não é mencionado por Patanjali e não é encontrado no hinduísmo, com raríssimas exceções.
No “Theosophical Glossary” de HPB para o verbete “Raja Yoga ela fornece uma definição muito breve, mas memorável, do que é isso. Essa frase é muito útil para lembrar e relembrar a si mesmo. Raja Yoga, diz ela, é “O exercício, a regulação e a concentração do pensamento”. O exercício do pensamento. A regulação do pensamento. A concentração do pensamento. Não é preciso dizer que isso significa o exercício consciente do pensamento, a regulação consciente (ou controle e ajuste) do pensamento e a concentração consciente do pensamento. Isso não deve ser praticado apenas em um determinado momento, mas deve ser uma prática permanente.
Nesse verbete, ela não menciona a palavra “meditação” nem uma vez sequer, nem faz qualquer referência a Patanjali. De fato, a maioria das referências teosóficas à Raja Yoga não menciona Patanjali em relação a ela. Isso confirma o que dissemos anteriormente, que embora a Raja Yoga inclua Patanjali, ela também é anterior e transcende o sistema e o livro de Patanjali. Se não fosse assim, isso significaria que “o verdadeiro sistema de desenvolvimento de poderes psíquicos e espirituais e de união com o Self Superior – ou o Espírito Supremo” não existia até apenas 2.600 anos atrás, o que é claramente incorreto.
Quanto à meditação, ela naturalmente está implícita e incluída em “o exercício, a regulação e a concentração do pensamento”, mas se uma pessoa achar que, por qualquer motivo, a prática real de sentar-se para meditar em um determinado momento não é para ela, ou se achar que, não importa o que aconteça, simplesmente não consegue ter sucesso em uma prática específica de meditação, isso não importa. O que importa é que vivamos nossa vida diária da forma mais concentrada, autocontrolada, calma e consciente possível, vivendo a partir do ponto mais elevado de consciência que conseguirmos manter. Isso também é Raja Yoga e é, de fato, a parte mais importante do Raja Yoga. É também mais do que muitas pessoas alcançaram ou até mesmo imaginaram ser possível. Pois sem algum sucesso nisso, nosso sucesso em práticas específicas de meditação será sempre muito limitado.
Se observarmos todas as diferentes vezes em que os termos “Raja Yoga” e “Raja Iogue” são mencionados na literatura teosófica original, fica evidente que o que a Teosofia quer dizer com “Raja Yoga” é um espectro que vai desde a psicologia prática cotidiana, em uma extremidade, até o mais elevado e puro ocultismo prático e a magia branca ou divina, na outra. Mesmo práticas ocultistas elevadas como a Teurgia são descritas por HPB como Raja Yoga e ela também deixa claro que todo verdadeiro Adepto é, por definição, um Raja Iogue e que os termos são essencialmente sinônimos.
Embora a Teosofia nos aconselhe a não tentarmos nos envolver em ocultismo prático ou magia em nosso atual estágio de desenvolvimento, o fato é que nunca poderemos alcançar os estágios mais elevados de desenvolvimento a menos que comecemos a praticar os fundamentos da Raja Yoga aqui e agora. Esses fundamentos estão delineados e descritos para nós na compilação de citações abaixo. Se forem cuidadosamente estudados e aplicados na prática na vida diária, não poderão deixar de aprimorar e ajudar muito nossa jornada de desenvolvimento e evolução interior. Quanto às minúcias de como aplicá-las exatamente, isso deve variar de pessoa para pessoa, já que somos todos diferentes em termos de personalidades e inclinações.
Também será visto que os três principais Yogas apresentados por Krishna no “Bhagavad Gita” – Karma Yoga ou Yoga da Ação, Bhakti Yoga ou Yoga da Devoção, e Jnana Yoga ou Yoga do Conhecimento Espiritual – estão todos presentes, em uma forma sintetizada, no verdadeiro Raja Yoga esotérico da Teosofia. Em comparação com algumas formas mais populares de Yoga, a Yoga promovida e apresentada na Teosofia pode não parecer especialmente “empolgante”, mas, em nossa opinião, é a mais válida de todas.
PRINCÍPIOS DO RAJA YOGA
“Râja-Yoga” (sânscr.) O verdadeiro sistema de desenvolvimento de poderes psíquicos e espirituais e de união com o Self Superior – ou o Espírito Supremo, como os profanos o expressam. O exercício, a regulação e a concentração do pensamento. O Raja-Yoga se opõe ao Hatha-Yoga, o treinamento físico ou psicofisiológico do ascetismo. “(H. P. Blavatsky, “The Theosophical Glossary”, pág. 275)
“Raja Yoga, a maneira real – ou seja, superior – de viver a vida interior.” (B. P. Wadia, “Sacrifices and Sacrifice“, “Living the Life“, pág. 152)
“Todo Adepto na Índia cis-himalaiana ou trans-himalaiana, das escolas Patanjali, Aryasanga [isto é, Yogacharya [em inglês]] ou Mahayana, tem que se tornar um Raja Iogue.” (H. P. Blavatsky, “A Doutrina Secreta” Vol. 1, pág. 158)
“Um Adepto, ou Raja Iogue (agora falamos dos verdadeiros, não dos fictícios de rumores ociosos) é simplesmente o guardião dos segredos das possibilidades ocultas da natureza; o mestre e guia de suas potencialidades não descobertas, aquele que as desperta e as coloca em atividade por meio de poderes anormais, porém naturais.” (H. P. Blavatsky, “A Morte de um Grande Homem”)
“O Raja Iogue treina apenas seus poderes mentais e intelectuais, deixando o físico de lado e fazendo pouco caso do exercício de fenômenos apenas de caráter físico. Por isso, é a coisa mais rara do mundo encontrar um verdadeiro Iogue que se vanglorie de ser um, ou que esteja disposto a exibir tais poderes – embora ele os adquira tão bem quanto aquele que pratica Hatha Yoga, mas por meio de outro sistema muito mais intelectual.” (H. P. Blavatsky, “A Filosofia do Yoga“, “Um Panarion Moderno“, pág. 339)
“OUSAR, QUERER, ALCANÇAR E MANTER-SE SILENCIOSO é o lema do verdadeiro ocultista, desde o primeiro Adepto de nossa quinta Raça até o último Rosecroix [ou seja, Rosacruz]. O verdadeiro ocultismo, ou seja, os poderes de Raja-Yoga genuínos, não são pomposamente alardeados e anunciados”. (H. P. Blavatsky “O Ano está Morto, Viva o Ano! [em inglês]” “H. P. Blavatsky Theosophical Articles” Vol. 1, pág. 511.
“O Raja Yoga não incentiva nenhuma farsa, não requer posturas físicas. Ele precisa lidar com o homem interno, cuja esfera está no mundo do pensamento. Ter o ideal mais elevado diante de si mesmo e esforçar-se incessantemente para alcançá-lo é a única concentração verdadeira reconhecida pela filosofia esotérica, que lida com o mundo interno numenal e não com a casca externa dos fenômenos. O primeiro requisito para isso é a pureza total do coração. O estudante de ocultismo bem poderia dizer, com Zoroastro, que a pureza de pensamento, a pureza de palavras e a pureza de ações são essenciais para quem deseja se elevar acima do nível comum e se juntar aos “deuses” …
“Em suma, a contemplação, em seu verdadeiro sentido, é reconhecer a verdade da frase de Eliphas Levi: “Acreditar sem saber é fraqueza; acreditar porque se sabe, é poder”.
“Ou, em outras palavras, ver que “CONHECIMENTO É PODER”. A reflexão ou contemplação… ensina ao aluno que, para compreender o numênico, ele deve se identificar com a Natureza. Em vez de ver a si mesmo como um ser isolado, ele deve aprender a ver a si mesmo como uma parte do TODO INTEGRAL. Pois, no mundo não-manifestado, pode-se perceber claramente que tudo é controlado pela “Lei da Afinidade”, a atração de um pelo outro. Lá, tudo é Amor Infinito, compreendido em seu verdadeiro sentido …
“A primeira coisa a ser feita é estudar os axiomas do ocultismo e trabalhar sobre eles pelos métodos dedutivo e indutivo, que é a verdadeira contemplação. Para transformar isso em um propósito útil, o que é teoricamente compreendido deve ser realizado na prática.” (Damodar K. Mavalankar, “Contemplação“, “Artigos e Notas Teosóficas“, pág. 43, 45-48)
“A Teosofia é sinônimo de Gnana-Vidya, e do Brahma-Vidya dos hindus, e também do Dzyan dos Adeptos trans-himalaianos, a ciência dos verdadeiros Raja-Iogues, que são muito mais acessíveis do que se pensa.” (H. P. Blavatsky, “The Beacon-Light of the Unknown“, originalmente intitulado “Le Phare De L’Inconnu“, “H. P. Blavatsky Theosophical Articles” Vol. 1, pág. 444.
“YOGA: Diferentes tipos de yoga. Raja Yoga, o mais elevado – magia branca. Tantra Yoga, o mais baixo – magia negra. Hatha Yoga às vezes chamada de magia cinza; a pior de todas, porque é a mais ilusória. Milhares de iogues na Índia. A maioria deles é estudante de Hatha Yoga, seguindo meras formas e cerimônias, posturas, exercícios respiratórios e coisas do gênero. Um verdadeiro iogue pode muito bem estar em “comunhão” em uma mesa de escritório ou em uma caverna. Estar “no mundo, mas não ser do mundo” é a posição que o verdadeiro eremita deve alcançar corretamente.” (William Q. Judge, “Assuntos para debate”, págs. 6-7)
“Os meios para alcançar a “perfeição do desenvolvimento espiritual” são encontrados no Raja Yoga ou, como vamos chamá-lo no momento, Cultura [ou seja, cultivo] de Concentração.” (William Q. Judge, “Cultura de Concentração” Parte 1.
“Ao iniciar esses artigos, a verdadeira prática foi chamada de Raja Yoga. Ela descarta aqueles movimentos físicos, as posturas e os métodos relacionados unicamente à personalidade atual e direciona o estudante para a virtude e para o altruísmo como as bases a partir das quais começar. Isso é mais frequentemente rejeitado do que aceito … Que o inquiridor saiba, de uma vez por todas, que as virtudes não podem ser descartadas nem ignoradas; elas devem ser feitas parte de nossa vida, e sua base filosófica deve ser compreendida. ” (William Q. Judge, “Cultura da Concentração” Parte 2.
“O neoplatonismo é a filosofia platônica mais o êxtase, o Raja Yoga divino”. (H. P. Blavatsky, verbete para “Neo-Platonistas” no Glossário incluído no final de algumas edições de “A Chave para a Teosofia“)
“Cada estágio de desenvolvimento no Raja Yoga é simbolizado por uma figura geométrica.” (H. P. Blavatsky, “A Voz do Silêncio“, pág. 79, edição original de 1889)
Patanjali: “Concentração, ou Yoga, é o tolhimento das modificações do princípio do pensamento.”
William Q. Judge: “Portanto, “concentração” é equivalente à correção de uma tendência à difusão e à obtenção do que os hindus chamam de “unidirecionalidade”, ou o poder de aplicar a mente, a qualquer momento, à atenção para um único ponto de pensamento, excluindo todo o resto. O método do sistema se baseia nesse Aforismo”. (“Os Aforismos de Yoga de Patanjali“, Livro I, Aforismo 2, págs. 1-2 na versão de William Q. Judge)
OBSERVAÇÃO: Embora alguns possam pensar que “não pode haver melhoria na versão de Judge” na obra de Patanjali, o próprio Judge reconheceu que sua versão não era “uma tradução textual”, mas simplesmente “uma interpretação”. Embora isso, sem dúvida, tenha seu valor, também vale a pena conhecer a forma como o próprio Patanjali realmente a escreveu, que, em alguns casos, difere significativamente da forma como William Judge interpretou os versos. Nenhum tradutor ou intérprete de algo é totalmente perfeito ou infalível nesse trabalho. Por essa razão, também recomendamos a tradução textual confiável de Raghavan Iyer e os artigos que a acompanham, publicados como “The Yoga Sutras of Patanjali” pela Theosophy Trust. Também recomendamos fortemente a tradução de Raghavan Iyer do “Bhagavad Gita”, publicada pela Concord Grove Press em nome da Loja de Santa Barbara da Loja Unida de Teosofistas.
“O primeiro e mais importante passo no ocultismo é aprender a adaptar seus pensamentos e ideias à sua potencialidade plástica. Caso contrário, você estará criando coisas por meio das quais poderá estar produzindo Carma ruim. O poder plástico da imaginação é muito mais forte em algumas pessoas do que em outras … Existem pessoas que nunca pensam com as faculdades superiores de sua mente; aquelas que o fazem são a minoria e, portanto, estão, de certa forma, além, se não acima, da média da espécie humana. Essas pessoas pensarão até mesmo em assuntos comuns nesse plano superior … A pessoa que é dotada dessa faculdade de pensar até mesmo sobre as coisas mais insignificantes do plano superior de pensamento tem, em virtude desse dom que possui, um poder plástico de criação, por assim dizer, em sua própria imaginação. Seja o que for que essa pessoa possa pensar, seu pensamento será tão mais intenso do que o pensamento de uma pessoa comum que, em função dessa mesma intensidade, ela obtém o poder da criação. A ciência estabeleceu o fato de que o pensamento é uma energia. Essa energia, em sua ação, perturba os átomos da atmosfera astral ao nosso redor. Eu já lhes disse que os raios do pensamento têm a mesma potencialidade de produzir formas na atmosfera astral que os raios solares têm em relação a uma lente. Todo pensamento que evolui com a energia do cérebro cria uma forma nolens volens … Isso deve nos tornar mais cautelosos com nossos pensamentos.” (H. P. Blavatsky, “Dialogo entre dois Editores: acerca de corpos astrais ou Doppelgangers” [em inglês].)
“O verdadeiro estudante de Raja Yoga sabe que tudo tem sua origem na MENTE; que até mesmo este Universo é a passagem diante da Mente Divina das imagens que ele deseja que apareçam …Uma pessoa não pode ter apego por aquilo em que não pensa; por isso, o primeiro passo deve ser o de fixar o pensamento no ideal mais elevado … Por meio do motivo, o pensamento se torna contrativo ou expansivo. É bem sabido que o pensamento afeta as faculdades e os processos de assimilação do corpo. Ele sempre foi um fator reconhecido na terapêutica …
“O primeiro passo no ocultismo é “adaptar seus pensamentos à sua potencialidade plástica”. Esse é o epítome da ciência do pensamento. As muitas pessoas – e seu número aumenta a cada dia – que desejam estudar o ocultismo “prático” fariam bem em se aproximar dele por essa única porta segura. O que hoje é chamado de “ocultismo prático” é um incidente na jornada ao longo da Senda. Admitimos a existência de forças ocultas e poderosas na Natureza. A formação de corpos astrais, a clarividência, a observação da luz astral e o controle de elementais são possíveis, mas nem todos são proveitosos. Em nossa opinião, a obtenção da verdadeira Sabedoria não se dá por meio de fenômenos, mas pelo desenvolvimento que começa internamente. Todos podem compreender o pensamento correto, a fala correta e a ação correta. O primeiro passo é tentar apreender o significado da Fraternidade Universal, sem a qual o maior progresso na prática do ocultismo se transforma em desapontamento.
“Não é suficientemente bem compreendido que cada uma dessas emissões ou processos energéticos que chamamos de “um pensamento” molda a matéria sutil do éter em uma forma etérica. Essas formas são mantidas unidas pelo poder formativo ou pela potência plástica da substância da Alma, desde que a energia do pensamento esteja presente nelas. Quanto mais intenso for o pensamento – ou, em outras palavras, quanto maior for a intensidade do pensamento – por mais tempo a forma etérica se mantém como tal. As imagens energéticas assim formadas pela ação mental dos homens são sentidas pelo Homem Interior de cada um. Às vezes, inclusive, a vibração assim sentida fica impressa nos centros cerebrais e entra na consciência inferior por vias das quais temos agora apenas uma fraca ideia. As imagens estão presentes na esfera mental de cada um de nós, e a esfera é densa, turva, contraída ou mostra todo o brilho da vibração superior, de acordo com a natureza dessas formas de pensamento, que não apenas agem externamente, mas também reagem sobre seus criadores.
“A importância de regular nossos pensamentos, tendo em vista a potência plástica da Alma e seu poder imaginativo, torna-se evidente. Como o pensamento é dinâmico, essas imagens – muitas vezes elas próprias uma aglomeração de vidas, pois a substância atômica do éter é, cada átomo dela, uma vida – essas imagens são sentidas em toda parte. Tem sido dito com frequência que um homem poderia estar trancado entre as paredes de uma prisão e ainda assim trabalhar para a humanidade, pelos simples meio do pensamento correto.” (William Q. Judge, “Ocultismo“, artigo publicado postumamente)
“Aquele que quiser ouvir a voz de Nada, “o Som Sem Som”, [ou seja, a Voz do próprio Silêncio] e compreendê-la, terá de aprender a natureza de Dharana.”
“Dharana é a concentração intensa e perfeita da mente em algum objeto interior, acompanhada de completa abstração de tudo o que pertence ao universo externo ou ao mundo dos sentidos.” (“The Voice of The Silence” (A Voz do Silêncio) pág. 1 e nota explicativa de H. P. Blavatsky na pág. 73, edição original de 1889)
EXEMPLOS DE RAJA YOGA NA PRÁTICA
” A Vontade e o desejo estão no limiar da meditação e da concentração. Se desejamos a verdade com a mesma intensidade que anteriormente desejávamos o sucesso, o dinheiro ou a gratificação, rapidamente iremos obter a meditação e ter concentração.”
” Se desempenhamos todas nossas ações, pequenas e grandes, a cada momento, para o bem de toda a raça humana, como representante do Self Supremo, então cada célula e fibra do corpo e do homem interno será voltada em uma direção, resultando em perfeita concentração. Isso é expresso no Novo Testamento na afirmação de que, se o olho for bom, todo o corpo estará cheio de luz, e no “Bhagavad Gita” é ainda mais claro e compreensivamente dado através dos diferentes capítulos. Em um, ele é belamente colocado como a iluminação em nós do Ser Supremo, que então se torna visível. Meditemos sobre aquilo que está em nós como o Self Superior, concentremo-nos Nele e trabalhemos para Ele como se habitasse em cada coração humano”. (William Q. Judge, “Meditação, Concentração, Vontade“.
“O único método de Yoga para o qual eu daria uma chance é o encontrado no Yoga de Patanjali e no “Bhagavad Gita”. O verdadeiro Yoga não é auto-hipnotização. A verdadeira prática de Yoga começa com a purificação do coração; sua perfeição não pode ser alcançada até que a ideia pessoal [ou seja, a autoidentificação com a própria personalidade e com e self exterior] seja completamente erradicada. Obviamente, isso requer mais de uma encarnação. Você tem em si o Self todo-poderoso e onisciente. Ele não pode agir porque o self inferior o impede. Os obstáculos devem ser eliminados. A maneira de fazer isso está em Patanjali e no “Bhagavad Gita“. (William Q. Judge, Carta ao Dr. A. F. James)
“A cada despertar matinal, tente viver o dia em harmonia com o Self Superior. ‘Tente’ é o grito de guerra ensinado pelo professor a cada aluno. Nada mais é esperado de você. Aquele que dá o melhor de si faz tudo o que pode ser pedido.” (H. P. Blavatsky, “She Being Dead Yet Speaketh” [em inglês], “H. P. Blavatsky Theosophical Articles” Vol. 1, págs. 122-123.
“Como devemos aplicar a Teosofia na vida cotidiana? Primeiro, pensar no que somos na realidade, ao nos levantarmos; esforçar-nos para perceber o que este pequeno segmento de nossa grande existência pode significar na longa série de tais existências; resolver viver durante todo o dia a partir da mais elevada de nossas realizações; ver em cada evento e circunstância uma reprodução, pequena ou grande, do que já foi; e lidar com todas e cada uma delas a partir desse mesmo ponto elevado. Decidir lidar com elas como se cada uma tivesse um significado oculto profundo e apresentasse uma oportunidade de promover os sucessos do passado ou desfazer os erros. Assim, vivendo de momento em momento, de hora em hora, a vida será vista como uma parte de uma grande teia de ação e reação, entrelaçada em cada ponto e conectada com a Alma que forneceu a energia que a sustentou. Se cada evento for considerado dessa forma ao longo do dia, seja ele pequeno ou grande, o poder de guiar e controlar suas energias será seu em pouco tempo. Os ciclos menores do ego pessoal estarão relacionados ao Ego Divino e a força que flui deste último se mostrará de todas as formas, fortalecerá toda a natureza e até mudará as condições, físicas e outras, que o cercam.” (Robert Crosbie, publicado postumamente em várias publicações da ULT)
“O melhor método a ser seguido é o da análise segundo os sete princípios. [em inglês]. Enquanto me vejo como um todo homogêneo, contraio minha esfera mental em uma massa densa e de vibração lenta. É a imagem de si mesmo como uniforme – em oposição à dualidade – que aprisiona a Alma do homem. A imagem que ele fez de si mesmo é a prisão de sua Alma. Quando a análise entra em ação, ele não diz mais: “Eu anseio”, “Eu ganho”, “Eu desejo”, “Eu peco”. Não mais intoxicado pela fumaça de suas próprias paixões, ele mergulha no oceano da sensualidade. Quando um aspecto do Desejo aparece diante dele, ele diz: “Neste, o princípio kâmico está ativo”; em outro, ele atribui ao estímulo indevido do Linga-Sharira; aqui, ele vê Manas inferior prevalecendo, e ali, o lampejo da percepção intuitiva. Ele atribui cada ato a seu princípio; cada um se torna para ele o resultado de um desses princípios; eles não são mais ele mesmo, mas ele é o juiz de todos eles, e a análise destrói a fumaça inebriante do Desejo. Pois o Desejo deixa de nos atrair quando não mais o identificamos conosco … Se alguém deseja se livrar de um mau hábito mental ou físico, a tentativa sincera e constante do método descrito acima deve fazer com que o hábito perca o controle sobre a mente. Não se trata de uma forma de cura mental, pois essa age por meio da negação, ao passo que, neste caso, há análise e rastreamento dos efeitos até sua verdadeira fonte ou, pelo menos, um pouco mais acima. Por meio dessa análise fria, a imagem mental pessoal é dividida em uma série de formas de pensamento verdadeiras em si mesmas, cada uma delas uma imagem do Universal, cada instinto com vida própria. A prisão é rompida, e o homem, prisioneiro de si mesmo, atordoado, assustado, mas livre, vê-se lentamente emergindo nos grandes campos do Pensamento Universal”. (William Q. Judge, “Occultism“, artigo publicado postumamente)
“O substrato ou suporte para todo o Kosmos é o Espírito que o preside. Todas as várias mudanças na vida, sejam elas de natureza material ou apenas em estados mentais, são cognoscíveis porque o Espírito que preside não é modificável. O Percebedor dessas mudanças é o Homem Interior – o Self. Todos os objetos e todos os estados do que os filósofos ocidentais chamam de mente são modificações. Esse Self deve ser reconhecido como algo interno, ponderado e, tanto quanto possível, compreendido, se quisermos obter algum conhecimento verdadeiro.
“Existe apenas Uma Vida, Uma Consciência. Ela se disfarça sob todas as diferentes formas de seres sencientes, e essas formas variadas, com suas inteligências, espelham uma parte da VIDA UNA, produzindo, assim, em cada um, uma falsa ideia de egoísmo. A FORMA, propriamente dita, não é nada; os fenômenos não são realidades per se; tudo deve ser referido ao Ser. Confie na Consciência Una, que, diferenciada no homem, é seu Self Superior. É por meio desse Self Superior que ele deve fortalecer o inferior, ou aquilo que ele está acostumado a chamar de “eu mesmo”.
“A Consciência Una atravessa todos os estados e planos do Ser e serve para manter a memória – completa ou incompleta – das experiências de cada estado. A Consciência Una de cada pessoa é a Testemunha ou Espectadora das ações e experiências de cada estado em que estamos ou pelo qual passamos … Se nos examinarmos criticamente, veremos que existe, por trás da incessante mudança mental, de todo o contínuo ir e vir do pensamento, um poder de observar, resumir, analisar e dirigir todo o processo. Encontramo-nos de posse de outro modo de consciência, que está acima ou por trás das flutuações do pensamento e que observa calmamente todo o panorama que se move diante de nós. Por meio desse poder, até mesmo o pecador, que conhece seu pecado, ainda sente que esse pecado não representa toda a sua natureza; sente-se, em seu âmago, melhor do que essa vil aparência externa …
“Antes de o estudante alcançar [os estágios mais avançados do Yoga, como os descritos por Patanjali], ele dá um passo preliminar em direção a ele quando descobre esse centro, lugar, modo ou estado de consciência no qual ele examina todo o seu campo mental como algo que não é ele mesmo, e sente que o Self é o poder perceptivo per se. Pois, então, ele só precisa entrar nesse plano mental com a maior frequência possível e percebê-lo da forma mais vívida possível, e terá desenvolvido um rudimento – se assim posso chamar – da Mente Universal. Essa Mente, esse estado de consciência, observa o panorama ilusório espalhado diante de si como algo separado de si mesmo. A pessoa que percebe esse estado de consciência está mais próxima da Mente Universal. Ela entrou em uma de suas fases ou estados. Não é um estado de transe”. (William Q. Judge, “Occultism“, artigo publicado postumamente)
“Porque a mente é como um espelho; ela acumula poeira enquanto reflete. Ela precisa das brisas suaves da Sabedoria da Alma para remover a poeira de nossas ilusões. Busque, ó iniciante, fundir sua mente e sua Alma.”
“Evite a ignorância e, da mesma forma, evite a ilusão. Afaste seu rosto dos enganos do mundo; desconfie de seus sentidos, pois eles são falsos. Mas dentro de seu corpo – o santuário de suas sensações – procure no Impessoal o “homem eterno”; e tendo-o procurado, olhe para dentro: você é Buda.” (“A Voz do Silêncio“, pág. 26, edição original de 1889, traduzida por H. P. Blavatsky do Livro dos Preceitos Áureos) “
“Você deve viver e respirar em tudo, assim como tudo o que você percebe respira em você; sentir que você mesmo habita em todas as coisas, todas as coisas no Self.”
“Não permita que seus sentidos façam de sua mente um parque de diversões.”
“Não separarás seu ser do SER, e do resto, mas fundirá o Oceano na gota, a gota dentro do Oceano.” (“A Voz do Silêncio“, pág. 49, edição original de 1889, traduzida por H. P. Blavatsky do Livro dos Preceitos Áureos)
COMPAIXÃO E AS SETE PARAMITAS (VIRTUDES) DIVINAS
“A Voz do Silêncio” mostra que há “Sete Portais no Caminho” ou, poderíamos dizer, sete divisões ou estágios no Antahkarana, que conduzem ao seu cume.
O Antahkarana é o nome do caminho interno, ponte, estrada ou ligação que o aspirante espiritual está percorrendo e que fornece os meios de conexão e comunicação entre o Manas Inferior (o ego pessoal ou personalidade atual) e o Manas Superior (o Ego impessoal ou individualidade permanente, a Entidade Mental Superior que é o nosso próprio Deus Interior e que nos liga ao nosso Self Superior: Atma, o Espírito Uno). As “chaves de ouro” para esses Sete Portais são explanadas em “The Voice of The Silence” como sendo as Paramitas, “virtudes gloriosas” e “perfeições transcendentais”, que podem ser descritas resumidamente como:
(1) Dana – Caridade e Amor Imortal (2) Shila – Harmonia perfeita em palavras e atos (3) Kshanti – Doce paciência que nada consegue perturbar (4) Vairagya – Impassibilidade, desapego, indiferença ao próprio prazer ou dor (5) Virya – Energia destemida que continua persistindo em direção à meta (6) Dhyana – Contemplação e meditação internas perfeitas (7) Prajna – A grande meta para a qual as seis anteriores conduzem; percepção espiritual suprema, sabedoria mais elevada, consciência divina.
É importante enfatizar, porém, que isso não é de forma alguma tão simples e fácil como se poderia supor ao ler apenas uma lista de sete itens. Cada um dos sete é muito mais do que uma virtude comum, mas uma chave real para um portal de iniciação. Para trilhar esse “Caminho” com sucesso e atingir seu objetivo, são necessárias várias vidas de esforço e vontade consistentes e determinados; pelo menos sete dessas encarnações. (Para saber mais sobre isso, leia Antahkarana – O Caminho; veja também as páginas 47-48 de “A Voz do Silêncio” para a enumeração das Paramitas)
Também de “A Voz do Silêncio” (números de página da edição original):
“Você não pode percorrer o Caminho antes de ter se tornado o próprio Caminho.”
“Deixe que sua Alma ouça cada grito de dor, assim como o lótus abre seu coração para beber o sol da manhã.”
“Não deixe que o Sol feroz seque uma lágrima de dor antes que você mesmo a tenha enxugado do olho do sofredor.”
“Mas deixe que cada lágrima humana ardente caia em seu coração e lá permaneça, e nunca a enxugue, até que a dor que a causou seja eliminada.” (págs. 12-13)
“A inação em um ato de misericórdia torna-se uma ação em um pecado mortal.” (pág. 31)
“O autoconhecimento é filho de atos de amor.” (pág. 31)
“A compaixão não é um atributo. Ela é a LEI das LEIS – a Harmonia eterna, o SELF de Alaya; uma essência universal ilimitada, a luz do Direito eterno e a adequação de todas as coisas, a lei do amor eterno.
“Quanto mais você se torna uno com ele, seu ser se funde em seu SER, quanto mais sua Alma se une àquilo que É, mais você se tornará COMPAIXÃO ABSOLUTA.” (págs. 69-70)
O RAJA YOGA INCLUI E SINTETIZA OS YOGAS DE AÇÃO, DEVOÇÃO E CONHECIMENTO DO BHAGAVAD GITA
“Qual é, então, a panaceia finalmente – o talismã real? É o DEVER, a abnegação. O dever persistentemente seguido é o mais elevado yoga e é melhor do que mantras, qualquer postura ou qualquer outra coisa. Se você não puder fazer mais do que o dever, isso o levará ao objetivo.” (William Q. Judge, “Cartas que me ajudaram“, pág. 68)
“Siga a roda da vida; siga a roda do dever para com a Raça e os parentes, para com os amigos e inimigos, e feche sua mente para os prazeres assim como para a dor.” (“A Voz do Silêncio“, pág. 26, edição original de 1889, traduzida por H. P. Blavatsky do Livro dos Preceitos Áureos)
“A devoção e aspiração ajudarão, e ajudam, a criar uma atitude mental adequada e a elevar o estudante para um plano superior; também, eles garantem ajuda para o estudante que não é vista por ele, porque devoção e aspiração colocam o estudante em uma condição na qual a ajuda pode ser dada a ele, embora ele possa, por enquanto, estar inconsciente disso. Mas a comunicação consciente com o próprio Mestre só pode ser realizada após longo treinamento e estudo. O que um estudante tem que fazer, e é capaz de fazer, é se adequar para receber este treinamento.” (William Q. Judge, “Cartas que me ajudaram”, pág. 111)
“Aqui está um conselho dado por muitos Adeptos: todos os dias e sempre que puder, ao dormir e ao acordar, pense, pense, pense na verdade de que você não é corpo, cérebro ou homem astral, mas que você é AQUILO, e “AQUILO” é a Alma Suprema. Pois, com essa prática, você matará gradualmente a falsa noção que se esconde em seu interior de que o falso é o verdadeiro e o verdadeiro é o falso. Pela persistência nisso, submetendo seus pensamentos diários todas as noites ao julgamento do seu Self Superior, você, por fim, obterá a luz.” (William Q. Judge, “Cartas que me ajudaram“, pág. 116)
“Desperte, desperte em você o significado de “Você é Aquilo”. Você é o Self. Isso é o que deve ser pensado na meditação e, se você acredita nisso, diga o mesmo aos outros. Você já leu isso antes, mas agora tente perceber isso mais e mais a cada dia, e você terá a luz que deseja.” (William Q. Judge, “Cartas que me ajudaram”, pág. 126)
” O conhecimento espiritual inclui todas as ações. Os inquiridores devem ler o “Bhagavad-Gita”. Ele lhes dará alimento por séculos se lerem com olhos espirituais. Por baixo de sua casca está o espírito vivo que nos iluminará a todos. Eu o li dez vezes antes de ver coisas que eu não via no início. De noite, as ideias contidas nele são digeridas e, parcialmente, devolvidas à mente no dia seguinte. Este é o estudo dos Adeptos.” (William Q. Judge, “Cartas que me ajudaram“, pág. 21)
Uma afirmação útil que pode servir como um lembrete prático diário:
“EU MANTENHO MINHA MENTE SEMPRE CONSCIENTE, SEMPRE CONCENTRADA, SEMPRE ELEVADA.”
Yoga é “um estado que, quando alcançado, torna o praticante mestre absoluto de seus seis “princípios”, ele agora fusionado no sétimo. Isso lhe dá controle total, devido ao seu conhecimento do Self e do self, sobre seus estados corporais, intelectuais e mentais, que, incapazes de interferir ou agir sobre seu Ego Superior, deixam-no livre para existir em seu estado original, puro e divino”.
(H. P. Blavatsky, “The Theosophical Glossary“, pág. 381, verbete para “Iogue”)
Alguns artigos intimamente relacionados a este incluem:
“O Guia teosófico para a Meditação” [em inglês]; “Teosofia sobre a Oração” [em inglês]; “Teosofia prática” [em inglês]; “Autoestudo e Autoexame diários”; “Devoção mental e Buddhi Yoga” [em inglês]; Pranayama e Raja Yoga” [em inglês]; “Os dois Caminhos”; “Teosofia sobre a Kundalini: o Poder da Serpente e o Fogo místico” [em inglês]; “Chakras – os Centros do Corpo Astral”; “Força de Vontade e Vontade espiritual” [em inglês]; e “Sakshi: a Testemunha interior imutável” [em inglês].
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Tenha em mente que as explanações e exposições fornecidas pela redatora do site [www.blavatskytheosophy.com] não devem ser tomadas como uma autoridade infalível; elas meramente representam o melhor entendimento atual de uma estudante de Teosofia e podem estar sujeitas a alterações conforme mudam as compreensões e percepções da autora.